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domingo, 9 de maio de 2010

O Líder não é parte da equipe que lidera

É relativamente fácil identificar indivíduos com disposição para liderar; basta analisar o comportamento dos adultos, adolescentes e crianças em situações de grupo que logo a vocação, a motivação e a capacidade para organizar, formar consenso, estruturar a tarefa e comandar a ação se revelam.
Pode ser numa brincadeira infantil, num jogo de basquete disputado por adolescentes durante a aula de educação física, ou em uma discussão sobre planejamento estratégico. Não importa a atividade em si, e sim, a conduta dos membros do grupo.
O comportamento mostra que há três posições disponíveis: o centro do grupo, a margem do grupo e a frente do grupo. O posicionamento de cada integrante revela os perfis que caracterizam o papel de cada um no âmbito grupal.
O espaço central pertence à maioria compacta que aceita de bom grado apoiar o líder no esforço de atender objetivos e valores compartilhados; as margens do grupo são ocupadas pela minoria que prefere agir por conta própria ou que caiu de pára-quedas e cogita sobre como pular fora da situação; a dianteira é dos poucos que decidem liderar o curso da ação a ser seguida.
Reúna um bando de indivíduos e logo surge uma massa compacta de pessoas a espera de orientação vinda “de cima”. O burburinho dessa gente de boa vontade torna as vozes e as idéias particulares indistintas, ao menos em curto prazo. A força desse segmento exibe o peso da maioria que toca, com maior ou menor entusiasmo, o dia a dia das organizações.
Na margem, habitat preferencial dos francos atiradores, sobressai a consciência critica do grupo acompanhada de certo espírito de rebeldia, nem sempre vistos com simpatia, mas úteis para provocar o status quo, estimular mudanças e testar a tenacidade do líder. Omiti os pára-quedistas que, quando não eliminados prontamente, constituem-se num fardo para todos.
Agora, quando um membro do centro ou da periferia do sistema dá alguns passos à frente e passa a organizar a atividade coletiva, o poder ganha nome, apelido, rosto e voz. Notem que, para assumir o papel dirigente, o candidato a líder deve destacar-se do grupo como indivíduo e como projeto agregador da vontade coletiva.
É um paradoxo, porém, a eficácia do líder aumenta na medida em que ele não se comporta como membro pleno da equipe. Esse papel está reservado aos liderados. Se fosse diferente, o líder perderia a centralidade e visibilidade necessárias para conduzir os subordinados na direção dos objetivos organizacionais.
Sendo assim, falar em liderar pessoas é um equivoco; esta não é a função chave do gerente, do executivo, do dirigente empresarial ou de qualquer outra categoria profissional. A missão do líder é agir em prol das metas institucionais, mobilizando nesse intento pessoas, recursos materiais e tecnológicos e informações.
Apesar da disposição de acatar as ordens dos seus superiores, a expectativa da equipe não é ser tratada como pau mandado e, sim, ser orientada sobre como usar o seu talento em prol do interesse organizacional comum e profissional próprio.
A forma especifica como o líder mobiliza a energia humana vem do seu estilo de liderança, das circunstâncias favoráveis ou desfavoráveis em que se desenrola ação e da qualidade da equipe e dos recursos organizacionais.
Insisto: para ser bem sucedido, é preciso que o líder esteja alguns passos adiante do grupo de modo a ser visto, ouvido, imitado, seguido, respeitado, e, conforme o caso, temido. Ele não é mais um, ele é “o” um a quem os outros uns seguem. Só assim é possível discernir líderes e liderados.
O seu poder tem, num primeiro momento, um caráter interno que vem da motivação pessoal para assumir o controle; daí em diante ele (poder) é reforçado pela aquiescência da equipe e da organização. Já o poder do liderado vem, em primeiro lugar, de fora: da organização e do líder que prescrevem o papel e a importância de cada um na formação do conjunto; e, em seguida, da consciência da capacidade pessoal de somar forças e fazer parte do band of brothers.

Artigo de Eugen Pfister - O Gerente

Enfim, líderes na frente, para frente e sempre apontando metas, padrões e desafios para o alto, pois – tudo que sobe converge.*

* Pierre Teilhard de Chardin. O Fenômeno Humano, São Paulo: Editora Cultrix, s/data.

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