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terça-feira, 25 de maio de 2010

Um cachorro chamado batom

Conta meu pai que quando criança tinha um cachorro chamado batom. Bichinho danado de amigo, nunca se desgrudava dele. Certa vez ficou sozinho por que o meu pai tinha ido ao sitio do padrinho. Seus irmãos precisando passar um recado não pensaram duas vezes, escreveram um bilhete... "Chiquinho trazer emprestado o jumento do padrinho porque vamos precisar dele”. Dobraram e amarraram no pescoço do Batom.
Pronto. Problema resolvido.

- Batom vai atrás de Chiquinho...

Nada do bichinho se mexer. Aumentaram a voz

- BATOM VAI ATRÁS DE CHIQUINHO...

O bichinho olhava assustado sem nada entender, foi quando veio a brilhante idéia

- Da um tapinha que ele some daqui.

Foi um tapinha, um tapão, pancada, chute, pedrada, paulada até que o coitado, não tendo mais por onde fugir desembestou a correr indo em busca do seu amigo.Três léguas em três minutos ê já estava ele aos pés de Chiquinho chorando sem parar, ao afagar o amigo machucado Chiquinho percebeu o bilhete dobrado, amarrado ao pescoço do Batom com os dizeres...

De um lado “abra Chiquinho" Do outro "Chiquinho abra"

Quanto ao Batom... ele ficou bem, mas não podia ver alguém pegar uma caneta que sumia em disparada.

Hoje posso concluir que:

Primeiro: Meus tios não inventaram o SMS, mas chegaram perto.
Segundo: Ao escrever nos dois lados do bilhete já pensavam em contingência.
Terceiro: Você pode intimidar para conseguir o resultado esperado, mas deixará traumas.

Silvio Calazans ©2007,scalazans,Brazil

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