SC Joias Finas

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sexta-feira, 25 de junho de 2010

Consciência ou Reputação?

Preocupe-se mais com sua consciência do que com sua reputação. Porque sua consciência é o que você "é", já a sua reputação é o que os outros pensam de você. O que os outros pensam... é problema deles. A sua reputação pertence a qualquer pessoa, menos a você. Na sua consciência reside a percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso respeito. O que importa, não é o que pensam de nós, mas sim, quem realmente somos. Podemos incluir, tambem, como voce se percebe, a que acha que veio, o que pretende, o que está fazendo, como percebe as pessoas, o ambiente, o mundo à sua volta; seu estágio de conhecimento, experiência e seus valores.

Lembra desta velha e surrada estória...

Conta-se que, numa cidade do interior, um grupo de pessoas se divertia com o idiota da aldeia. Um pobre coitado, de pouca inteligência, vivia de pequenos biscates e esmolas.
Diariamente eles chamavam o idiota ao bar onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas: Uma grande de 400 RÉIS e outra menor de 2.000 RÉIS. Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos.
Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e lhe perguntou se ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos.

- Eu sei, respondeu o tolo. ‘Ela vale cinco vezes menos, mas no dia em que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar minha moeda’.

Moral da estória:

Quem parece idiota, nem sempre é.
Se você for ganancioso, acaba estragando sua fonte de renda.
O maior prazer de um homem inteligente é bancar o idiota diante de um idiota que banca o inteligente.

Silvio Calazans ©2008,scalazans,Brazil

Eu sou o cliente que nunca mais volta.

Eu sou o homem que vai a um restaurante, senta-se à mesa e pacientemente espera… Enquanto o garçom faz tudo, menos o meu pedido.
Eu sou o homem que vai a uma loja e espera calado… Enquanto os vendedores terminam suas conversas particulares.
Eu sou o homem que entra num posto de gasolina e nunca toca a buzina… Mas espera pacientemente que o empregado termine a leitura do seu jornal.
Eu sou o homem que, quando entra num estabelecimento comercial… Parece estar pedindo um favor, ansiando por um sorriso ou esperando apenas ser notado.
Eu sou o homem que entra num banco e aguarda tranqüilamente que as recepcionistas e os caixas terminem de conversar com seus amigos, e espera.
Eu sou o homem que explica sua desesperada e imediata necessidade de uma peça… Mas não reclama pacientemente enquanto os funcionários trocam idéias entre si ou, simplesmente abaixam a cabeça e fingem não me ver.
Você deve estar pensando que sou uma pessoa quieta, paciente, do tipo que nunca cria problemas.

Engana-se. Sabe quem eu sou? Eu sou o cliente que nunca mais volta!

Divirto-me vendo milhões sendo gastos todos os anos em anúncios de toda ordem… Para levar-me de novo à sua empresa.
Quando fui lá, pela primeira vez, tudo o que deviam ter feito era apenas… A pequena gentileza, tão barata, de me prestar um pouco mais de cortesia.

“Clientes podem demitir todos de uma empresa, do alto executivo para baixo, simplesmente gastando seu dinheiro em algum outro lugar”.

As empresas jogam um caminhão de dinheiro fora investindo em publicidade, oferecendo o melhor produto e não investem uns poucos milhares em treinamento para atender melhor.
As pesquisas dos últimos anos dizem que 96% dos clientes não reclamam, apenas mudam!

(Sam Walton - fundador do WAL MART - em toda a sua vida, ele nunca dirigiu nada além do que sua velha caminhonete e nunca calçou nada além de sapatos comprados com descontos em uma das suas lojas Wal-Mart. Como a Wal-Mart atingiu o seu incrível sucesso ? Até praticamente o dia de sua morte, o Sr. Walton - que gostava de ser conhecido por Mr.Sam - pilotava um avião Cessna para visitar 6 lojas por dia, e assim poder conversar com clientes e com seus funcionários do mais baixo nível de escalão possível. Estar em contato com as necessidades das “pessoas comuns” era a chave de Sam Walton para o sucesso da sua empresa.
Depois de tentar convencer o seu ex-patrão de abrir uma cadeia de lojas que pudesse oferecer reais descontos para o público consumidor, Sam Walton aos 44 anos de idade abriu a sua primeira loja Wal-Mart em 1962. 23 anos mais tarde, ele se tornou o homem mais rico dos Estados Unidos, e a Wal-Mart a maior empresa daquele país com vendas superiores a US$ 200 bilhões de dólares.)

Silvio Calazans

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Mais bonitas do que sardas

Aconteceu num dia em que estava com minha filha no zoológico. Vi uma avó com uma garotinha cuja rosto era salpicado de sardas vermelhas e brilhantes. As crianças estavam esperando numa fila para que um artista pintasse suas faces com patinhas de tigre.

– Você tem tantas sardas que ele não vai ter onde pintar – um menino gritou na fila. Sem graça, a menininha abaixou a cabeça.

A avó ajoelhou-se perto dela e disse:

– Adoro suas sardas.
– Mas eu detesto - ela replicou.
– Quando eu era menina, sempre quis ter sardas – disse a senhora, passando o dedo pela face da neta. – Sardas são tão bonitas!

A menina levantou o rosto:

– São mesmo?
– Claro – disse a avó. – Quer ver? Me diga uma coisa mais bonita que sardas.

A garotinha, olhando para o rosto sorridente da senhora, respondeu suavemente:

– Rugas.

Aquele momento me ensinou para sempre que, se olharmos para os outros com os olhos do amor, não veremos o que possam ter de feio. Apenas o que têm de bonito.

(Extraido do livro "Histórias para Aquecer o Coração das Mulheres" de Sue Monk Kidd)

Milho de Pipoca

Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho para sempre

Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo.Quem não passa pelo fogo, fica do mesmo jeito a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosa. Só que elas não percebem e acham que seu jeito de ser é o melhor jeito de ser, mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos: a dor.

Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, o pai, a mãe, perder o emprego ou ficar pobre.

Pode ser fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão ou sofrimento, cujas causas ignoramos.

Há sempre o recurso do remédio: apagar o fogo! Sem fogo o sofrimento diminui. Com isso, a possibilidade da grande transformação também. Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro cada vez mais quente, pensa que sua hora chegou: vai morrer.

Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar um destino diferente para si. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada para ela. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz.

Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece: BUM! E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente, algo que ela mesma nunca havia sonhado.

Bom, mas ainda temos o piruá, que é o milho de pipoca que se recusa a estourar. São como aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem. A presunção e o medo são a dura casca do milho que não estoura. No entanto, o destino delas é triste, já que ficarão duras a vida inteira.

Não vão se transformar na flor branca, macia e nutritiva.
Não vão dar alegria para ninguém.

(extraído do livro "O amor que acende a lua", de Rubem Alves - Editora Papirus)

terça-feira, 22 de junho de 2010

Perguntas e Respostas

O que são ... Perguntas

"Em seu primeiro dia de trabalho você vai descobrir que seu patrão não lhe perguntará quem descobriu o Brasil e não lhe pagará um salário por isso no fim do mês. Nem vai lhe pedir para resolver "4/2 = ?".
Em toda a minha vida profissional nunca encontrei um quadrado perfeito, muito menos uma divisão perfeita, os números da vida sempre terminam com longas casas decimais. Seu patrão vai querer saber de você quais são os problemas que precisam ser resolvidos em sua área. Bons administradores são aqueles que fazem as melhores perguntas, e não os que repetem suas melhores aulas.
Em minha experiência e na da maioria das pessoas que trabalham no dia-a-dia, uma vez definido qual é o verdadeiro problema, o que não é fácil, a solução não demora muito a ser encontrada. Se você pretende ser útil na vida, aprenda a fazer boas perguntas mais do que sair arrogantemente ditando respostas. Se você ainda é um estudante, "lembre-se de que não são as respostas que são importantes na vida, são as perguntas".(Stephen Kanitz)

O que são ... Respostas

Um casal sai de férias para um hotel-fazenda. O homem gosta de pescar e a mulher gosta de ler.
Uma manhã, o marido volta de horas pescando e resolve tirar uma soneca. Apesar de não conhecer bem o lago, a mulher decide pegar o barco do marido e ler no lago.Ela navega um pouco, ancora, e continua lendo seu livro.
Chega um guardião do parque em seu barco, pára ao lado da mulher e fala:

- Bom dia, madame. O que está fazendo?
- Lendo um livro - responde, pensando: será que não é óbvio?
- A senhora está em uma área restrita, em que a pesca é proibida, informa.
- Sinto muito, tenente, mas não estou pescando, estou lendo.
- Sim, mas com todo o equipamento de pesca. Pelo que sei, a senhora pode começar a qualquer momento. Se não sair daí imediatamente, terei de multá-la e processá-la.
- Se o senhor fizer isso, terei que acusá-lo de assédio sexual.
- Mas eu nem sequer a toquei! - diz o guardião.
- É verdade, mas o senhor tem todo o equipamento. Pelo que sei, pode começar a qualquer momento.
- Tenha um bom dia, madame.

Silvio Calazans ©2010,scalazans,Brazil

segunda-feira, 21 de junho de 2010

O Pior Emprego é... Procurador de Emprego

O pior cenário aconteceu. Você foi demitido. Não adianta gritar, reclamar, falar mal ou agredir nada disso ajudará. Agora é você sozinho contra o mundo, não espere mais que palavras de consolo, pois é somente isto que receberá. Estime em 10 meses um período negro na sua vida. Prepara-se para o pior pois, agindo assim “tudo que vier será lucro”.

Você não é diferente, portanto, prepara-se para cumprir todas as fases deste infeliz processo:

CHOQUE: É a primeira fase, na qual a pessoa fica atordoada ou surpresa com o que aconteceu! Você fica dias esperando que a ex-empresa reconsidere e implore para você voltar, pois descobrirão que você faz falta. ESQUEÇA, isto não acontecerá, portanto não perca tempo e vá logo para a segunda fase.

NEGAÇÃO: É aquela fase em que são ditas frases do tipo: “Eu não acredito que isto tenha me acontecido”, “Porque comigo” ou “Não pode ser”. É quando a pessoa não quer ou se nega a acreditar que foi demitida. Nela, mecanismos de defesa como a racionalização são também usados: "Fui demitido, mas era o que eu queria mesmo", "Não agüentava mais aquela empresa", "Aquele chefe"... NÃO SE ILUDA. Pode até ser verdade, mas de nada adiantará ficar se lamentando. Passe logo esta fase, auto-piedade, só atrapalha.

AGRESSIVIDADE: Ocorre quando há uma revolta contra a perda. É a fase na qual a pessoa sente muita raiva e se rebela contra a empresa, seu ex chefe e alguns amigos que você considera culpado pela sua derrota. APRENDA A SER HIPOCRITA. Mesmo sendo verdade alguns dos motivos ligue, amigavelmente, para o seu ex chefe pedindo boas referencias caso alguém ligue ou se ele souber de alguma oportunidade te avisar. Isto despertará nele o sentimento de culpa e poderá ser útil. Nunca deixe de utilizar qualquer canal para o seu beneficio.

DEPRESSÃO: Começou o período de tristeza, choro escondido durante o banho, o medo de não conseguir. Muita gente busca se isolar nesta fase. É sabido que muitos executivos que trabalharam por anos em empresas até tentem o suicídio, ou entram num estado de perturbação grave de humor. Quanto mais negada for a perda, mais profundo será o processo depressivo. PIOR FASE. Lute antes de se entregar, afinal que “merda” de guerreiro você é. Vá a luta contra você mesmo.

CULPA: É um sentimento muito comum. As pessoas começam a pensar em tudo o que poderiam ter dito para impedir a demissão. Por outro lado, a culpa também costuma surgir em consequência do alívio pela saída de um local de trabalho ou relacionamento insatisfatório, na qual a pessoa usou varias artimanhas de “auto-boicote” inconsciente para se livrar desta situação. ESQUEÇA. Se, realmente, você for o culpado não tem volta, o famoso “perdeu mané”.

ANSIEDADE: A pessoa fica agitada em função da perda. Quer, sem pensar ou se planejar, encontrar rapidamente outro trabalho. Dorme mal, se agita. Pensa nas dividas, na comida, na família. O POLITICAMENTE INCORRETO. O mercado não perdoa. O antigo cliente que era disputado pelos bancos, cartões de credito, financeiras passa a ser disputado por empresas de cobrança. Sua vida vira um inferno, telefones irritantes, pressões, SPC, Serasa SMS. Aconselho antes de começar a enviar os seus currículos adquirir um novo chip de celular e divulgar o novo numero nos seus currículos. Passe a andar com 2 celulares, assim quando o novo numero tocar você saberá que são boas noticias. NUNCA aceite os primeiros acordos das dívidas, coloque prioridade como alimentação, aluguel, luz, água e principalmente Internet. Lembre-se que a prioridade é você. Deixe os abutres voarem. Cartas de cobrança chegarão, os vizinhos comentarão condomínio atrasado. Nesta hora, encha o peito e diga Foda-se!.

AGRESSIVIDADE: O tempo passa e o novo emprego não vem. Você volta à fase da agressividade só que agora contra Deus, contra a ex empresa, ex chefe, ex amigos, contra você. Ou se revolta contra pessoas próximas: filhos, esposa, marido. PARE E PENSE “QUE MERDA DE GUERREIRO EU SOU ?”.

CHEGOU A HORA. Consciente de todas as fases prepara-se para o pior emprego do mundo Ser Procurador de Emprego”.

JORNADA DE TRABALHO: levante cedo, tome banho, faça a barba, nunca fique de pijama e mantenha uma rotina diária em frente a seu computador na busca por emprego. Você não é dono da verdade, portanto pesquise na internet “como elaborar um bom currículo”, existem muitos profissionais da área que deixam, na internet, modelos para quem está precisando.

RELACIONAMENTO: esqueça o constrangimento e diga ao mundo que você esta em transição de carreira. Se você não está na rede linkedin faça logo a sua inscrição. Esta é uma rede de relacionamento exclusivo para profissionais. Entre, afilie-se aos grupos de Empregos e grupos específicos da sua área de atuação. Não tenha vergonha de postar “Estou em transição de carreira” ou “Busco recolocação para...”, mas não adianta sair adicionando tudo e todos, não é o numero que é importante e sim a qualidade. Você sempre encontrará alguém com quem já trabalhou e pode te indicar.
Prepare-se para decepções, como já disse Max Gehringer “De cada 10 ex amigos do peito nove irão dizer que estão em reunião quando você ligar, quais são, você só saberá quando sair”.
Se você não manteve a sua rede de relacionamento ativa prepara-se para um tempo de 2 meses para o mercado voltar a lembrar quem você é.

CLASSIFICADOS: disponibilize o seu currículo nos sites gratuitos de classificados de vagas. Aconselho a criar um email no GMAIL, pois esta é uma estrada de mão dupla, você terá acesso as vagas destes sites, mas receberá um grande numero de SPAM. Fique esperto com os “espertos” sempre que alguma empresa ligar pergunte se existe algum custo para a recolocação. Você não faz idéia do numero de empresas que se aproveitam da fragilidade do desempregado para tirar o pouco que lhe resta. Sempre pesquise a empresa antes de sair para a entrevista.

ESTUDAR: Quando não estiver nas redes de relacionamento ou nos sites de emprego aproveite para ler e se atualizar, alem de focar na sua área procure, também, aprimorar o seu lado de Gestão de Pessoas, ler as dicas dos especialistas em HR, como se comportar nas entrevistas, esteja pronto para aquelas perguntas direcionadas (Qual foi o seu ultimo fracasso, o que você precisa melhorar, fale dos seus defeitos, etc.). Reconheça as suas necessidades, se voce fosse um sucesso teria sido promovido e não demitido.

Se você sobreviver a tudo e conseguir se recolocar no mercado, aprenda a lição, e procure sempre guardar parte do seu salário, elabore um plano “B”, manter a sua rede de relacionamento ativo, cativar amigos verdadeiros. Cuide-se e prepare-se, pois este novo emprego, também, não é eterno.

Silvio Calazans ©2010,scalazans,Brazil

domingo, 20 de junho de 2010

Faltam líderes e sobram chefes

Você é lider na empresa onde trabalha? Não, não estou perguntando se você tem cargo de chefia…

No mundo moderno, afetado por constantes e cada vez mais rápidas transformações, é difícil de entender como muitas gerências por aí não conseguem evoluir para acompanhar (ou pelo menos tentar) no ritmo das evoluções tecnológicas. E digo isso com respeito as competências de gestão de pessoas.

Muitos de nós são tratados ainda como meros “recursos”. Falam muito da impessoalidade de grande empresas com seus milhares de funcionários, que os tratam e reconhecem apenas como um código do crachá. E diziam que era porque havia muita gente para se dar um tratamento mais pessoal.

Porém, estamos falando de empresas pequenas pela natureza da atividade que exercem na sua grande maioria (pelo menos em países como o Brasil). 10, 20, 50 funcionários ou talvez um pouco mais. Parece que o conceito continua. Falta liberdade de ação, de propor idéias, incentivar a inovação através do estímulo de se permitir arriscar (e até errar). Liderar é um misto de conhecimento, habilidades, técnicas, e arte, e nossas empresas estão carentes de pessoas que realmente reunam essas características, que se encaixem nesse perfil. De gestões inovadoras e ousadas assim que se formam empresas de sucesso.

Pessoas que estejam preparadas para ouvir, tenham paciência para tentar entender seus subordinados, suas virtudes e limitações, e que possam extrair o melhor produto de cada indivíduo sem com isso precisar sugar sua alma. As equipes podem render mais, certamente, e as empresas lucrarem mais, porém é necessário que se conquiste sua confiança, que sua equipe tenha conviccção de que possa contar com você, em qualquer situação.

Não, não é preciso tanta intimidade a ponto de se relacionar fora do expediente, porém que pelo menos durante esse tempo, que aliás é a maior parte do total de horas que passamos acordados por dia, possa haver mais humanidade, mais aproximação. Confiança também é tudo para com os liderados, além de transparência para corrigir quando necessário, sabendo fazer uso das palavras com respeito ao subordinado que errou.

Talvez com pouca atenção a humanidade de seus liderados e suas diferenças individuais seja possível conduzir um departamento ou equipe empurrando com a barriga, se arrastando por alguns anos. Mas daí a fazer diferença na vida da empresa, dos liderados, de deixar sua marca pessoal de forma marcante e positiva é algo que exige um esforço que vai muito além dessas atitudes medíocres.

Vinicius - Carreira e Certificação de TI

Resiliência

"Resiliência é a competência para lidar com as mudanças e adversidades" ( Carmello).

A influência dos valores e competências das pessoas nos negócios já é grande e tende a aumentar ainda mais.

Um dos desafios está em sair do ciclo vicioso (foco no problema) para o ciclo virtuoso (foco na solução).

E ainda com a necessidade se ser mais saudável (as pessoas estão estressadas e doentes, assim como as empresas), mais engajado (emocionalmente comprometidos com os objetivos da empresa) e mais produtivo (mais efetivo e não ocupado ou atarefado).

Deixo uma frase do Confúcio para reflexão: "Se quiser chegar ao seu objetivo, ajude os outros a chegar aos seus".

Cibele Nardi

Por que procrastinamos?

Costumamos adiar uma tarefa ou compromisso basicamente por três razões:

1. medo de ser incapaz de realizar a tarefa, medo baseado em uma experiência anterior não tão boa e medo da opinião dos outros.

2. pouca ou nenhuma afinidade com o que precisa ser feito, achamos a tarefa chata mesmo e vamos deixando para lá.

3. falta de tempo, não sabemos direito como gerenciar nossas tarefas, usamos todo o tempo para realizar as tarefas urgentes e aquelas que temos mais afinidade e deixamos as demais para depois.

E você, como tem usado seu tempo?

Cibele Nardi

quinta-feira, 17 de junho de 2010

O que é ... Simplicidade

Empresas apreciam funcionários criativos. Aliás, mais que apreciar, elas dependem deles para quase tudo: bolar novos produtos, aumentar a produtividade, melhorar a rotina, encontrar nichos de mercado inexplorados, e por aí vai. É por isso que as empresas patrocinam seminários de criatividade para seus funcionários. Eu mesmo participei de vários, a grande maioria deles esquecíveis, porque eram focados mais na teoria do que na execução prática. Mas houve um, ainda bem, que me ensinou uma lição duradoura.
Éramos uns 30 participantes, e cada um recebeu um pedacinho de arame reto, com 13 centímetros de comprimento, com a recomendação de que tentássemos produzir alguma coisa criativa com ele. Menos de cinco minutos depois, todos os participantes, sem exceção, apresentaram orgulhosamente a "sua" idéia originalíssima: um clipe.
O clipe é o triunfo da simplicidade. Oito dobras fáceis, que podem ser feitas à mão, sem auxílio de nenhum instrumento. E sem necessidade de experiência prévia, nem estudo específico, nem intelecto superior. E, melhor ainda, sem gastar quase nada. Nenhuma outra invenção humana tem uma relação de custo e benefício melhor que a do clipe. Hoje, são produzidos no mundo, a cada ano, 20 bilhões de clipes (três para cada terráqueo). Que servem literalmente para tudo: soltar disquetes encalacrados na gaveta do computador, limpar as unhas, marcar cartelas de bingo e, eventualmente, até para prender papel. Dito tudo isso, é espantoso saber que ele demorou tanto para ser inventado. Afinal, a humanidade produz documentos em papiro ou em papel há milênios, e muitos desses documentos tinham, como têm até hoje, os inevitáveis "anexos". Que eram colados, pregados, amarrados, costurados ou, simplesmente, vinham soltos. Quer dizer, ou se perdiam, ou eram impossíveis de destacar.
Os noruegueses atribuem a invenção do clipe a seu compatriota Johan Vaaler, em 1899. Por isso, durante a Segunda Guerra Mundial, quando a Alemanha nazista invadiu a Noruega e proibiu o uso de símbolos nacionalistas, os noruegueses passaram a usar clipes na lapela, numa demonstração pública de patriotismo que os alemães não tiveram como proibir, já que clipes existiam também na Alemanha. Mas o clipe de Vaaler não foi o primeiro. Décadas antes dele, o pedacinho de arame já havia sido dobrado na Inglaterra, no formato de um "M" (três dobras). As pernas do "M" ficavam atrás das folhas de papel e o ângulo inferior na frente. Mas tanto o clipe de Vaaler (com cinco dobras) quanto o "M" inglês não tinham, ainda, o que o clipe atual tem: um pentágono dentro do outro (as oito dobras). Essa maravilha do design, por incrível que pareça, surgiu em 1901 e nunca foi patenteada. E, ao contrário de qualquer outra invenção com mais de um século de vida, nunca mais o clipe sofreria alterações. Basta olhar para ele para perceber que um clipe não pode ser "aperfeiçoado".
Por algum motivo, nós, do século 21, parecemos estar convencidos de que criatividade é sinônimo de complicação. Todos os dias, novas idéias, que não requerem especialização ou altos investimentos, passeiam bem diante de nossos olhos. Mas nós as descartamos, ou nem as percebemos mais, porque há muito deixamos de acreditar que uma boa decisão, pessoal ou profissional, ainda possa ter a simplicidade de um clipe.

Max Gehringer

Depressão no trabalho ou saco de pancada

Como encarar a depressão com bom humor.

Os principais sintomas de depressão incluem insatisfação com as atividades diárias, desânimo e dificuldade de concentração. Estudos recentes indicam ainda que a depressão pode influenciar o sistema imune, a coagulação sanguínea, a pressão arterial, a saúde dos vasos sanguíneos e o ritmo cardíaco, além de tornar maior o risco para alcoolismo, tabagismo e abuso de drogas.
O tratamento pode incluir medicamentos antidepressivos e psicoterapia. Contudo, se o principal fator desencadeante estiver no próprio trabalho, não vai adiantar ficar se entupindo de remédios. O que você tem de fazer é escolher uma entre duas saídas: mudar de vida ou mudar o modo como encara a vida.
Eu prefiro a segunda alternativa. Afinal, a única pessoa que estará com você até o fim é você mesmo. Sem mudar sua natureza, não será possível viver plenamente onde quer que seja. Por isso, se você acredita que seu serviço está lhe causando depressão, recomendo que encare o próximo dia de trabalho com as seguintes recomendações:

Está se sentindo sozinho, abandonado?
Ninguém liga para você?

Atrase um pagamento. Ou simplesmente sente-se e pareça muito confortável. Garanto que em menos de 2 minutos surgirá alguém para encher sua paciência.
Jamais se isole voluntariamente dos outros: se não puder ajudar, atrapalhe. O importante é participar. Algumas pessoas desenvolvem depressão devido ao medo de tentar e errar. Não se preocupe tanto. Todos cometemos equívocos. Numa situação de erro, demonstre toda sua magnanimidade e sabedoria colocando a culpa em um colega.
Os psiquiatras dizem que uma em cada 4 pessoas sofre de algum nível de deficiência mental. Se o clima no seu serviço estiver pesado, procure outros dois amigos mentalmente sadios e vá até a sala do seu chefe tirar uma dúvida qualquer. Como vocês 3 serão os normais, o papel de retardado estatístico sobrará para ele. Se possível, contenham o riso. Se nada disso funcionar, a saída pode ser aliviar a tensão através de uma boa atividade física.

Lembro-me de um exemplo numa das palestras que participei:

Um contratado por uma empresa altamente competitiva, foi chamado pelo gerente no primeiro dia no novo serviço. O chefe explica:

- Atrás daquela divisória você irá encontrar um saco macio pendurado no teto. Toda vez que estiver se sentindo deprimido com o seu trabalho, arregace as mangas e alivie a tensão dando quantos socos e pontapés você quiser.
- E isso funciona?
- Ô, e como!
- Que legal! Posso ir qualquer dia? – perguntou o amigo.
- Sim, qualquer dia. Quer dizer, menos às quartas-feiras.
- Por quê?
- Porque nas quartas-feiras é o seu dia de ficar dentro do saco.

Alessandro Loiola

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Estágios de uma carreira

Existem cinco estágios em uma carreira:

O primeiro é aquele em que o funcionário precisa usar crachá, porque quase ninguém na empresa sabe o nome dele.

No segundo estágio, o funcionário começa a ficar conhecido dentro da empresa e seu sobrenome passa a ser o nome do departamento em que trabalha. Por exemplo: Heitor de Contas a Pagar.

No terceiro, o funcionário passa a ser conhecido fora da empresa, cujo nome transforma-se em sobrenome: Heitor do Banco Tal.

No quarto, é acrescentado um título hierárquico ao nome dele: Heitor, Diretor do Banco Tal.

Finalmente, no quinto estágio vem a distinção definitiva. Pessoas que mal conhecem o Heitor passam a se referir a ele como 'o meu amigo Heitor, Diretor do Banco Tal'.

Esse é o momento em que uma pessoa se torna, mesmo contra sua vontade, um 'amigo profissional'. Existem algumas diferenças entre um amigo que é amigo e um amigo profissional. Amigos que são amigos trocam sentimentos. Amigos profissionais trocam cartões de visita.

Uma amizade dura para sempre. Um relacionamento profissional tem prazo curto; dura apenas enquanto uma parte estiver sendo útil à outra.

Amigos de verdade perguntam se podem ajudar. Amigos profissionais solicitam favores.

Amigos de verdade estão no coração. Amigos profissionais estão numa planilha.

É bom ter uma penca de amigos profissionais. É isso que, hoje, chamamos networking, um círculo de relacionamentos puramente profissional.

Mas é melhor não confundir uma coisa com a outra. Amigos profissionais são necessários. Amigos de verdade, indispensáveis.

Max Gehringer

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Como o medo está afetando você..

Homens e mulheres de grande potencial deixam de realizar seus sonhos por terem medo do fracasso. Outros deixam de lutar pelos seus objetivos por temerem o sucesso, a responsabilidade e a cobrança que acompanham cada medida de sucesso.
Em ambos os casos o medo aparece como um agente inibidor das nossas ações. Por meio dele ficamos paralizados e deixamos de fazer o que é preciso para ter sucesso.

Medo é crer no impossível. É ficar matutando em tudo o que poderia dar errado em vez do que dará certo.
A conseqüência disso é que o potencial das pessoas acaba sendo represado e deixa de ser utilizado. Diante disso cabe saber como o medo está afetando você.

Primeiro:

Quando ficamos com medo, sentimos primeiramente uma necessidade opressiva de proteção. Muitas pessoas instalam alarmes para aviso de incêndio, compram grandes fechaduras para suas portas e gastam milhares de reais com seguro de vida. No entanto, elas ainda sentem medo e querem mais e mais proteção contra aquilo que "poderá acontecer".

Segundo:

Temos a tendência de adiar decisões, as quais sabemos que devemos tomar. Algumas pessoas sofrem quando vão às compras porque têm medo de fazer escolhas erradas.

Como dizia Shakespeare: “Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com freqüência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar”.

Terceiro:

Vivemos construindo barreiras a fim de evitar que os outros nos conheçam. Muitas pessoas têm tanto medo da rejeição em seus relacionamentos, que se arriscam muito pouco.

Quarto:

Podemos ficar obcecados com o fracasso. Isso é comum em pessoas que já foram despedidas de um emprego, por exemplo. Outras ainda, mesmo sendo atualmente bem-sucedidas, temem por perder tudo!

Prof. Menegatti

Você responde ou reage?

Você responde ou reage? Espero que a sua resposta tenha sido “respondo”, porque responder é positivo e reagir é negativo. Exemplo: você fica doente e vai ao médico. Ele lhe dá uma receita e lhe diz para voltar no mês que vem. Quando você entra no consultório, o médico olha, balança a cabeça e diz: “vamos ter de mudar essa receita porque seu organismo não está reagindo ao remédio”. Ninguém fica feliz com efeitos negativos.

Então, você volta outro dia, o médico o examina e diz: “parece que acertamos. Seu organismo esta respondendo ao tratamento”. Todos ficam felizes com resultados positivos.

No mundo dos negócios ou para ser mais exato, no mundo em geral, nem tudo o que encontramos é positivo. Por exemplo, podemos dizer com toda a segurança que 99% dos profissionais um dia já levaram um “bolo” de um cliente, alguém dentro da empresa levantou um boato injusto. Pode-se dizer quase com a mesma segurança, que a maioria reagiu com raiva, frustração, desapontamento ou uma combinação dos três.

Quando acontecer isso ao invés de ficar com raiva, fale para você mesmo frases de incentivo e superação:

Não deu agora, mas eu sei que tem coisa muito maior me esperando…
Eu sei que quando uma porta se fecha outra muito maior e melhor se abre…
Nada grandioso no mundo foi realizado sem contratempos…
Paciência e tempo dão mais resultado do que força e raiva…

Se você deseja um arco-íris em sua vida meu amigo, terá que suportar a chuva…

Prof. Menegatti

quinta-feira, 10 de junho de 2010

O que é ... Hipocrisia

É representar um papel levando em conta as prioridades pessoais

Fábula à grega em dois atos.
Personagens: o Gafanhoto Estressado e a Aranha Bem-Intencionada.

Cena um: o Gafanhoto tenta convencer a Aranha de que um colega de trabalho dos dois, o Camaleão, é um hipócrita de carteirinha.

- Esse Camaleão é um fingido, Aranha. Sempre mudando de cor conforme a ocasião.
- Mas essa não seria só a natureza dele, Gafanhoto? Ele não foi criado desse jeito?
- Nada! Antigamente, ele fazia o mesmo que nós, dava duro para levar a vida. Depois, virou esse artista em tempo integral, sempre escondido atrás de disfarces e artimanhas.
- Mas por que ele faria isso?
- Para tirar proveito da situação. Ele fica ali, na moita, com aquela cara inofensiva, mas, na primeira oportunidade, abocanha os descuidados.
- Puxa, é verdade. E eu, que passo horas tecendo a minha teia, no maior capricho...
- E eu, que fico pulando de um lado para outro sem parar? É por isso que vivo estressado. Se me distraio, o Camaleão solta a língua e me pega.
- É mesmo. Se você não me abre os oito olhos, eu nunca teria pensado nisso.
- Porque você é singela e bem-intencionada. Sabe como chama o que o Camaleão está fazendo? Competição desleal no ambiente de trabalho!
- Faz sentido. Você é um sábio, Gafanhoto.
- Obrigado, Aranha. Mas o ponto é que não podemos, nunca, confiar no Camaleão.
- Será que não haveria um jeito de neutralizá-lo? Bom, para nosso benefício mútuo, eu acho que tenho um plano infalível.
- Tem?
- Tenho. Escute...

Intervalo: se os antigos gregos não tivessem inventado as fábulas, a democracia e a filosofia (e, ademais, sacado que a soma do quadrado dos catetos era igual ao quadrado da hipotenusa), ainda assim eles teriam entrado para a história por sua habilidade para criar palavras. Como "hipotenusa". Ou "hipocrisia", termo que significa "abaixo da decisão". Hipócrita, no teatro grego, era a maneira como o povo se referia ao ator que representava sem nunca tomar decisões sobre o texto. E seu talento estava em convencer a platéia de que ele não era ele mesmo, mas sim aquele personagem ali no palco. Milênios se passaram e não surgiu palavra melhor para definir os hipócritas modernos, que continuam tão dissimulados quanto seus ancestrais. A diferença é que os hipócritas evoluíram. Agora, eles criam seus próprios diálogos. Por isso, no palco corporativo, a sobrevivência profissional depende da sensibilidade para identificar os personagens que estão contracenando conosco.

O Estressado, que ninguém aprecia muito, pelo menos é sincero ao manifestar seus sentimentos. O que nem sempre é o caso do colega aparentemente bem-intencionado, em quem depositamos toda confiança e para quem abrimos nosso coração.

Cena dois: o Gafanhoto se aproxima para escutar o plano da Aranha. E se enrosca na teia. Imediatamente, ela o pica e começa a embrulhá-lo para o almoço.

- O que você está fazendo, Aranha? Nós não somos colegas e parceiros?

- Não leve a mal, meu caro Gafanhoto, mas essa é a lei aqui da selva: boa intenção é uma coisa e prioridade pessoal é outra

Max Gehringer

O que é ... Demissão

É cuidar da carreira em outra empresa e descobrir que seus amigos do trabalho não eram tão amigos assim

No início de maio, o São Paulo Futebol Clube dispensou o técnico Oswaldo de Oliveira. Convidados a opinar sobre os potenciais substitutos, os conselheiros do clube elaboraram uma lista de 30 técnicos renomados. E nela não constava o nome do técnico do Cruzeiro, Wanderlei Luxemburgo. Numa entrevista ao UOL, o diretor de futebol do São Paulo, o senhor Carlos Augusto Barros e Silva, explicava por quê: "Há rejeição a ele no clube. Acho ruim essa cultura dos técnicos de trocar de emprego durante a vigência de seus contratos". Traduzindo: em 2002, Luxemburgo havia pedido demissão do Palmeiras, apesar do prestígio de que gozava no clube e de um bom ambiente de trabalho. Mais adiante, na mesma entrevista, o senhor Carlos Augusto comentava a importância que qualquer técnico brasileiro daria a um possível convite para dirigir o São Paulo: "Da lista de 30 nomes, 20 estão empregados e aceitariam deixar seus clubes para vir para cá". Ou seja, nas próprias palavras do senhor diretor, a "cultura" de romper contratos em vigência não seria um empecilho para contratar um técnico que estivesse regularmente empregado em outro clube, mas seria vista como "ruim" caso um técnico resolvesse deixar o São Paulo pelo mesmo motivo. Isso é típico do futebol? Ao contrário. O senhor diretor estava verbalizando uma opinião corrente no mercado de trabalho: ainda existem empresas que reagem emocionalmente quando seus bons funcionários pedem emissão.

Se você está bem empregado e, de repente, recebe um convite melhor, certamente começará a pensar: "Como a empresa reagirá? Qual será o efeito de médio prazo em minha carreira?" E, caso você nunca tenha passado por uma situação dessas, acredite: um dia você passará. E as respostas, como você descobrirá (ou já descobriu), são:

De cada dez "amigos do peito" de sua ex-empresa, nove mandarão dizer que estão em reunião quando você telefonar. Quais nove, você só irá descobrir depois de sair.

Palavras que você nunca ouvira, como "ingrato" ou "mercenário", passarão a acompanhar seu nome nas conversas de corredor.

Caso você vá para uma empresa concorrente, o termo usado para defini-lo será "traidor". Na melhor das hipóteses, seu nome deixará de ser mencionado, como se você nunca tivesse trabalhado ali.

A maioria de suas realizações pessoais será atribuída a outros ou ao sistema. Suas falhas serão amplificadas. O que antes era mérito vira culpa.

Empresas que solicitarem informações sobre você irão esbarrar nas reticências: "Não, ele era um funcionário até que razoável, mas..."

Sua ex-empresa estará torcendo pelo seu fracasso. Ele será o melhor exemplo a ser usado internamente de que pedir demissão é um erro.

Vale chorar na saída, declarar amor eterno, tentar deixar as portas abertas? Bom, se fosse numa empresa profissional, manifestações sentimentais como essas não fariam nenhum sentido. Já para empresas emocionais, declarações do tipo "Eu adoraria ficar, mas tenho de ir" soam irremediavelmente falsas, quando não ofensivas. Logo, o melhor, sempre, é sair bem quietinho. Mas há uma última dica, a mais importante: nunca, em circunstância nenhuma, fale mal de sua ex-empresa. Às vezes, o mercado de trabalho pode até emudecer. Mas jamais ficará surdo.

Max Gehringer

O que é ... Argumento

São duas ou mais premissas curtas e uma conclusão.

Pode até parecer que não, para muita gente, mas no exato momento há mais de 1 milhão de boas vagas abertas no mercado brasileiro. Mas também existem, pelo menos, dez fortes candidatos para cada uma delas. Esses candidatos formam um contingente heterogêneo: há o universitário que ingressa no mundo corporativo, o funcionário da casa que batalhou por "aquela" promoção, o profissional disposto a trocar de emprego, o desempregado tentando recolocar-se... No fim, nove dos dez postulantes se verão obrigados a "aguardar uma próxima oportunidade" (expressão que não resolve nada, mas que ameniza um pouco o drama).
Como se dá esse processo de escolha? (Ou, em outras palavras, "por que outro postulante foi escolhido e não eu, que sei postular muito melhor?") A resposta é uma simples palavrinha: "argumento". A grande maioria das pessoas não é escolhida por que seus argumentos não conseguem sensibilizar o responsável pela decisão final.
A estrutura de um argumento é lógica: duas ou mais premissas curtas e uma conclusão. A conclusão é a parte mais fácil: "Portanto, eu sou o candidato ideal". O problema está nas premissas. Os candidatos criam premissas em que eles sinceramente acreditam, mas que na visão do selecionador se mostram ineficazes para sustentar a conclusão. Durante centenas de entrevistas que eu conduzi na vida, não foram poucos os momentos em que as premissas que ouvia me remetiam ao chamado "argumento irrefutável" criado por meu primo Altair. Premissa 1: pássaros voam. Premissa 2: pássaros não têm dentes. Premissa 3: vovó não tem dentes. Conclusão: vovó pode voar.
Claro, há processos justos e injustos. Embora quem não foi escolhido sempre se considere injustiçado, existem algumas injustiças óbvias. Premissa 1: meu tio me mandou vir aqui. Premissa 2: meu tio é seu chefe. Conclusão: ou você me contrata ou terá de se entender com meu tio.
Em processos com cartas marcadas, não há como competir com o apadrinhamento e com o nepotismo. Mas há processos justos, e é saudável para quem participa deles saber de antemão quais premissas NÃO funcionam. Aqui vai uma listinha delas:

Premissas subjetivas: Tenho muita força de vontade. Sei que posso contribuir. Sou bom no relacionamento com pessoas. Tenho espírito de liderança.

Premissas acusatórias: Meu chefe atual é um tapado. Minha última empresa tolhia a criatividade. Eu estava cercado por invejosos que impediam o meu progresso.

Premissas de auto-indulgência: Eu perdi muito tempo, mas agora quero recuperar o atraso. Dei o azar de só ter trabalhado em empresas que não investiam nas pessoas. Meu inglês ainda não é fluente porque não tive condições de fazer um bom curso.

Premissas de transferência de responsabilidade. Todas as referências que tive sobre a empresa foram ótimas. Eu só preciso de uma oportunidade. Vocês não vão se arrepender. Selecionadores só escutam três premissas:

1. O que você já fez de prático e mensurável?
2. O que você sabe sobre nossa empresa?
3. Qual a contribuição imediata que você pode trazer? A primeira chama "currículo". A segunda pode ser conseguida na internet ou com ex-funcionários (e essa preparação é vital). E a terceira é a junção inteligente das duas primeiras, traduzida em fatos e números.

Conclusão: Você é o candidato ideal.

Max Gehringer

sexta-feira, 4 de junho de 2010

O Sucesso consiste em não fazer inimigos


Nas relações humanas no trabalho, existem apenas 3 regras:

Regra número 1: colegas passam, mas inimigos são para sempre. A chance de uma pessoa se lembrar de um favor que você fez a ela vai diminuindo à taxa de 20% ao ano. Cinco anos depois, o favor será esquecido. Não adianta mais cobrar. Mas a chance de alguém se lembrar de uma desfeita se mantém estável, não importa quanto tempo passe.

Exemplo: se você estendeu a mão para cumprimentar alguém em 1997 e a pessoa ignorou sua mão estendida, você ainda se lembra disso em 2007.

Regra número 2: A importância de um favor diminui com o tempo, enquanto a importância de uma desfeita aumenta. Favor é como um investimento de curto prazo. Desfeita é como um empréstimo de longo prazo. Um dia, ele será cobrado, e com juros.

Regra número 3: Um colega não é um amigo. Colega é aquela pessoa que, durante algum tempo, parece um amigo. Muitas vezes, até parece o melhor amigo, mas isso só dura até um dos dois mudar de emprego.

Amigo é aquela pessoa que liga para perguntar como você está e sempre reclama porque sumiu. Ex-colega que parecia amigo é aquela pessoa que você liga para pedir alguma coisa, e ela manda dizer que no momento não pode atender.

Durante sua carreira, uma pessoa normal terá a impressão de que fez um milhão de amigos, na verdade colegas e apenas meia dúzia de inimigos.
Estatisticamente, isso parece ótimo. Mas não é. A Lei da Perversidade Profissional diz que, no futuro, quando você precisar de ajuda, é possível que quem mais poderá ajudá-lo é exatamente um daqueles poucos amigos.

Portanto, profissionalmente falando, e pensando a longo prazo, o sucesso consiste, principalmente, em evitar fazer inimigos. Porque, por uma infeliz coincidência biológica, os poucos inimigos são exatamente aqueles que tem boa memória. e segundo ditado popular (bem popular mesmo ):-

"Os amigos vem e vão, os inimigos se acumulam...."

Max Gehringer