SC Joias Finas

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sábado, 31 de julho de 2010

Estilo de Gestão

Uma empresa entendeu que estava na hora de mudar o estilo de gestão e contratou um novo gerente geral. Este veio determinado a agitar as bases e tornar a empresa mais produtiva. No primeiro dia, acompanhado dos principais assessores, fez uma inspeção a toda empresa. No armazém todos estavam trabalhando, mas um rapaz novo estava encostado na parede com as mãos no bolso. Vendo uma boa oportunidade de demonstrar a sua nova filosofia de trabalho, o novo gerente perguntou ao rapaz:

- Quanto é que você ganha por mês?
- Trezentos reais, por quê? – respondeu o rapaz sem saber do que se tratava.

O administrador tirou os R$ 350,00 do bolso e os deu ao rapaz, dizendo:

- Aqui está o seu salário deste mês. Agora desapareça e não volte aqui nunca mais!

O rapaz guardou o dinheiro e saiu conforme as ordens recebidas.
O gerente então, enchendo o peito, pergunta ao grupo de operários:

- Algum de vocês sabe o que este tipo fazia aqui?
- Sim Senhor – responderam atônitos os operários.
- Veio entregar uma pizza e estava aguardando o troco.

“Tem pessoas que desejam tanto mandar, que se esquecem de pensar”


Silvio Calazans ©2006,scalazans,Brazil

A Personalidade do Sobrevivente

No seu livro: A Personalidade do Sobrevivente (The Survivor Personality, Pratical Psychology Press, 1994) Al Siebert, psicólogo norte-americano, relata que analisando sobreviventes de todos os tipos de situações críticas: assaltos, desemprego, alcoolismo, drogas, divórcios, falências, pouco a pouco começou a perceber algumas qualidades e algumas formas de reagir que são comuns a todos e até certo ponto previsíveis. Por exemplo: os melhores sobreviventes são aqueles que tem uma grande "elasticidade emocional". Elasticidade ou plasticidade emocional é esta capacidade de recuperar o equilíbrio rapidamente, se adaptar e encarar o problema de frente. Os melhores sobreviventes são aqueles que tem grande capacidade de tolerar experiências terríveis e mesmo assim persistir, agüentar e continuar acreditando que vão se salvar.
A adversidade, o infortúnio, a infelicidade tem muitas faces ou se apresenta de muitas formas. Pode ser uma perda inesperada, drástica e desagregadora, ou dezenas de mudanças seguidas, de pequenos impedimentos, de pressões. Os melhores sobreviventes fazem mais do que só lidar com estas dificuldades, eles se fortalecem através delas, florescem. É como o aço que vai sendo temperado pelo calor e se tornando cada vez mais resistente.

Qualidades dos melhores sobreviventes

Pessoas com personalidade de sobreviventes tem uma característica fora do comum: oferecem-se para ajudar quando as coisas vão mal, são amigos não só para os dias de sol, mas também quando faz mal tempo, quando começam as trovoadas e as tempestades. Acontece um problema e eles ligam, aparecem, prontos para dar a mão ou tomar alguma providência.
Uma das suas características ou particularidades é a intuição. Intuição é um conhecimento que vem do subconsciente, é um "flash emocional", de repente você sente que está sendo roubado e aí vai conferir, e está mesmo! É uma percepção subliminar. Muitas pessoas são sobreviventes, porque agiram em situações novas ou perigosas baseados em algum pressentimento. Quando não existe nenhuma solução lógica para o problema, um indivíduo que tem características de sobrevivente pode agir baseando-se unicamente nos seus sentimentos.
Outra característica é a criatividade. Enquanto a intuição é uma questão de escutar o subconsciente, a criatividade é uma questão de utilizá-lo. Uma definição prática de criatividade é que ela é uma capacidade, uma idéia, fora do comum que funciona.
A personalidade do sobrevivente não é uma forma de ser que pode ser aprendida com outras pessoas. Na verdade, são habilidades que se desenvolvem no dia a dia. Nada substitui a experiência direta. É uma descoberta que vem de dentro, um desdobramento, não um ensinamento. Portanto não é fazer aquilo que se aprendeu que dava certo, mas fazer aquilo que dá certo.
Por isso quando ocorre uma desgraça os melhores sobreviventes se recuperam rapidamente da sensação de desespero e não perdem tempo olhando para trás, para aquilo que perderam. Sua atitude é: "não existe volta, vou seguir em frente da melhor maneira possível, "a vida não é justa, a gente joga com as cartas que recebeu", "o que eu vou fazer amanhã? Começar de novo!"

domingo, 25 de julho de 2010

Já viu este filme antes?

Todos os dias uma formiga chegava cedinho ao escritório e pegava duro no trabalho. Ela era produtiva e feliz. Mas o gerente marimbondo estranhou a formiga trabalhar sem supervisão, e pensou: se ela era produtiva sem supervisão, seria ainda mais se fosse supervisionada! E colocou uma barata, famosa por prepar belíssimos relatórios e com larga experiência como supervisora.
A primeira preocupação da barata foi padronizar o horário de entrada e saída da formiga. Mas pra isso a barata precisou de uma secretária que a ajudava a preparar os relatórios; contratou também uma aranha para organizar os arquivos e controlar as ligações.
O marimbondo ficou encantado com a barata e pediu-lhe gráficos com indicadores e análise das tendências para mostrar nas reuniões. A barata contratou então uma mosca, comprou um computador com impressora colorida, e logo a formiga produtiva e feliz começou a se lamentar de toda aquela movimentação...
O marimbondo concluiu que era chegado o momento de criar a função de gestor para a área onde trabalhava a formiga produtiva e feliz. O cargo foi dado a uma cigarra, que precisou de um computador e de uma assistente (sua assistente na empresa anterior) para ajudá-la a preparar um plano estratégico de melhorias e um controle do orçamento para a área onde trabalhava a formiga, que já não cantarolava mais como antes.
A cigarra, então, quis convencer o gerente marimbondo a fazer um estudo de clima, mas o marimbondo, ao rever as cifras, se deu conta de que a unidade na qual a formiga trabalhava já não rendia como antes... Algo ia mal... E contratou então a coruja, prestigiada e famosa consultora, para que fizesse um diagnóstico da situação.
A coruja permaneceu três meses nos escritórios e emitiu um volumoso relatório, ao fim do qual concluía: Há muita gente nesta empresa! E o marimbondo mandou demitir... a formiga, claro! Porque ela andava muito desmotivada e aborrecida.


Silvio Calazans (12/04/1999)

sábado, 24 de julho de 2010

Homens e macacos na mesma rotina

Um grupo de cientistas colocou cinco macacos em uma jaula. No meio da jaula, uma escada, e, sobre ela, um cacho de bananas. Quando um macaco subia na escada para pegar as bananas, um jato de água fria era acionado em cima dos que estavam no chão.

Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros o pegavam e enchiam-no de pancada. Com mais algum tempo, mais nenhum macaco subia a escada, apesar da tentação das bananas.

Então, os cientistas substituíram um dos macacos por um novo. A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, dela sendo retirado pelos outros, que o surraram. Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo já não mais subia a escada.

Um segundo macaco, veterano, foi substituído, e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto participado, com entusiasmo, na surra ao novato. Um terceiro foi trocado e o mesmo ocorreu. Um quarto e, afinal, o último dos veteranos, foram substituídos.

Os cientistas, então, ficaram com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam batendo naquele que tentasse pegar as bananas.

Se possível fosse perguntar a algum deles por que batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria:

"Não sei... Mas as coisas sempre foram assim por aqui..."

Silvio Calazans ©2010,scalazans,Brazil

sexta-feira, 23 de julho de 2010

O cavalo pode voar...

Estamos sempre aprendendo. Lembro que em 2006, passei uma semana angustiante, era a última semana do mês de junho e teríamos que apresentar o balanço do primeiro semestre. Foi o pior ano. Estávamos com 35% da meta estimada, era uma tragédia, nada justificaria e eu já estava preparado para o pior.
No dia da reunião, quando fomos chamados para apresentar os números da nossa vertical, o meu amigo se antecipou e falou:

- Estamos com apenas 35% da nossa meta, mas a boa noticia é que nossos projetos foram apenas adiados para o próximo semestre, até novembro estaremos dentro do previsto e fecharemos conforme o estimado. Vocês não precisam se preocupar com a nossa vertical, pois entregaremos os resultados.

Fiquei calado. Passamos ilesos. A reunião prosseguiu. Outros segmentos que não atingiram as metas foram massacrados.
Eu estava inquieto, tão logo entramos em nossa sala perguntei, ao meu amigo, porque tinha passado aquelas informações? Na maior calma ele falou:

- Vou contar uma estória...

“Um poderoso rei condenou um humilde súdito à morte. O homem, prestes a ser executado, propôs e teve a concordância do rei, permiti-lo ensinar o cavalo real a voar. Caso não conseguisse, no prazo de um ano, então sua sentença seria cumprida. Por que adiar o inevitável? Perguntou-lhe um amigo. Não é inevitável, ele respondeu: as chances são cinco a um a meu favor. Dentro de um ano o rei pode perder o trono; eu posso fugir; o cavalo pode fugir; ele pode dar pulos tão altos que ganharemos mais tempo ou eu posso ensinar o cavalo a voar”.

Temos, agora, mais 120 dias para fechar os números, de que adiantaria ficar discutindo e perder o foco, conhecemos o nosso número e vamos correr atrás.
Em agosto, daquele ano, fechamos um grande negocio com o maior Banco Brasileiro, fechando a nossa meta com 23% acima do previsto.

Podem questionar a ética, mas o fato é que fizemos o cavalo voar.

Silvio Calazans ©2010,scalazans,Brazil

terça-feira, 20 de julho de 2010

Ignorância com iniciativa

Reza a lenda que um importante general classificava seus soldados em quatro tipos especificamente: Os inteligentes com iniciativa; os inteligentes sem iniciativa; os ignorantes sem iniciativa e os ignorantes com iniciativa.

Aos inteligentes com iniciativa, eram destinadas as funções de comandantes gerais, os estrategistas.

Os inteligentes sem iniciativa eram promovidos à oficiais para receberem ordens superiores e cumpri-las com diligência.

Os ignorantes sem iniciativa eram colocados orgulhosamente na frente da batalha – sinceras e assumidas ‘buchas de canhão’, como dizemos hoje.

Porém, se havia algo que achacava a sua melhor consciência eram os ignorantes com iniciativa, este general os odiava e não os queria em seus exércitos.

Um ignorante com iniciativa é capaz de fazer besteiras enormes e depois dissimuladamente, tentar ocultá-las. Um ignorante com iniciativa faz o que não deve, fala o que não deve, até envolve-se com quem não deve e depois diz que não sabia. Um ignorante com iniciativa faz perder boas idéias, bons projetos, bons clientes e bons fornecedores. Um ignorante com iniciativa produz sem qualidade alterando processos definidos e consagrados.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Você tem experiência?

No processo de seleção da Volkswagen do Brasil, os candidatos deveriam responder a seguinte pergunta: 'Você tem experiência?'

A redação abaixo foi desenvolvida por um dos candidatos. Ele foi aprovado e seu texto está fazendo sucesso, e com certeza ele será sempre lembrado por sua criatividade, sua poesia e acima de tudo por sua alma.

Redação Vencedora:

Já fiz cosquinha na minha irmã pra ela parar de chorar.
Já me queimei brincando com vela.
Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto.
Já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo.
Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista.
Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora.
Já passei trote por telefone.
Já tomei banho de chuva e acabei me viciando.
Já roubei beijo.
Já confundi sentimentos.
Ja peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido.
Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro.
Já me cortei fazendo a barba apressado.
Já chorei ouvindo música no ônibus.
Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que eram as mais difíceis de esquecer.
Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas.
Já subi em árvore pra roubar fruta.
Já caí da escada de bunda.
Já fiz juras eternas.
Já escrevi no muro da escola.
Já chorei sentado no chão do banheiro.
Já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante.
Já corri pra não deixar alguém chorando.
Já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só.
Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado.
Já me joguei na piscina sem vontade de voltar.
Já bebi uísque até sentir dormente os meus lábios.
Já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar.
Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso.
Já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial.
Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar.
Já apostei em correr descalço na rua.
Já gritei de felicidade.
Já roubei rosas num enorme jardim.
Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um 'para sempre' pela metade.
Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol.
Já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão.

Foram tantas coisas feitas...

Tantos momentos fotografados pelas lentes da emoção e guardados num baú, chamado coração.
E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita: 'Qual sua experiência?' Essa pergunta ecoa no meu cérebro: experiência... experiência... Será que ser 'plantador de sorrisos' é uma boa experiência? Sonhos!!! Talvez eles não saibam ainda colher sonhos! Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta: Experiência? Quem a tem, se a todo o momento tudo se renova?

(Publicado no jornal interno do RH - Volkswagen do Brasil - nome do candidato não mencionado)

O que é... Interpretação

É captar indícios e os transformar em verdades corporativas.

Por que a gente diz que um artista "interpreta" uma melodia ou uma peça de teatro? Porque ele está transformando em um desempenho audível ou visível o que o autor da peça supostamente estava imaginando quando a compôs. É por isso que uma partitura pode variar uma barbaridade quando executada por dois músicos diferentes: cada um deles está "interpretando" o que, em sua percepção pessoal, passava pela cabeça de quem a criou. A mesma coisa acontece na vida prática: não raramente, uma versão de alguém para um fato acaba se tornando "a verdadeira", mesmo quando o autor ou causador do fato insiste em desmenti-la. Esse fenômeno está na própria origem do verbo "interpretar": ele se originou do latim e do sânscrito, e significa "espalhar (algo) dentro de um grupo". Se esse algo é ou não "a verdade", aí já é outra história.

E por falar em vida prática, uma das figuras mais inocentes e, ao mesmo tempo, mais nocivas na fauna das organizações é o intérprete corporativo. Ele é uma espécie de despachante de rumores que age por conta própria. O intérprete tem uma função normal dentro da empresa, como todos os seus colegas têm. Mas o que o diferencia dos demais é o fato de ter delegado a si mesmo uma missão adicional: a de manter a empresa informada sobre o que realmente está acontecendo. E o problema aí é esse realmente, porque o intérprete não tem acesso às informações, apenas capta indícios e os transforma em fatos consumados.

Daí o intérprete corporativo ser um inocente, já que não se beneficia pessoalmente das coisas que fica espalhando. Mas é, ao mesmo tempo, altamente nocivo, já que suas versões podem causar estragos consideráveis. Intérpretes corporativos existem em todas as empresas. Eu nunca trabalhei em uma que não tivesse, pelo menos, um deles. Eles são muito convincentes, iniciam suas frases com um "Você já soube?" e aí contam histórias mirabolantes sobre os bastidores da empresa. E como eles sabem de tanta coisa? "Sei de fonte limpa", afirmam. Ah...

Então, o intérprete corporativo estava no sanitário da empresa, lavando as mãos. Aí, no último banheirinho, toca um celular. "Alô", alguém atende lá dentro, e o intérprete imediatamente reconhece aquela voz. É o doutor Nelson, o gerente. O intérprete ainda não sabe, mas está no lugar certo na hora certa: do outro lado da linha está o “big boss” do doutor Nelson, querendo saber por que os resultados andam tão ruins. O intérprete não sabe quem está falando nem qual é o assunto, mas não lhe será difícil deduzir. E ele ouve atentamente a conversa (ou melhor, escuta somente as respostas que o Nelson vai dando):

- É, está difícil...
- Estou tentando, não é falta de esforço.
- Está acabando com meu humor...
- Olha, eu acho que essa situação não vai se resolver é um problema crônico.

Aí, o intérprete sai de fininho do sanitário, encontra um grupinho no corredor e pergunta:

- Vocês sabem por que o doutor Nelson anda tão mal-humorado ultimamente?

Opa, aquilo era uma revelação e tanto, principalmente após o intérprete afirmar que ouviu tudo da boca do próprio. O pessoal então se cala para ouvir. E o intérprete olha para os lados, pede sigilo absoluto, curva-se para a frente e sussurra:

- Prisão de ventre. E das crônicas!

Max Gehringer

sábado, 17 de julho de 2010

És um Homem, meu filho!

Como todo pai, o meu filho é o mais belo. Apesar de não ser grande eu sempre o vejo no alto, enorme como a árvore Timbaúba que um dia o meu pai plantou.

Ser pai é saber ir-se apagando à medida em que mais nítido se faz na personalidade do filho, sempre como influência, jamais como imposição. É saber ser herói na infância, exemplo na juventude e amizade na idade adulta do filho. Espero ter cumprido estas etapas como o meu pai um dia fez.

Tenho muito orgulho de ti meu filho!

Quando pequeno, ele era o poema “Para o meu filho (João Marcelo)”

“Puro amor de minha alma
Estrela linda e brilhante
De rostinho fascinante
Razão desse meu viver
Orgulho, carinho...bem querer”

Agora adulto, o poema “Meu filho (Vinicius de Moraes)” :

“E sendo que reconheço nos teus pés os pés do menino que eu fui um dia, em frente ao mar; e na aspereza de tuas plantas as grandes pedras que grimpei e os altos troncos que subi; em tuas palmas as queimaduras do Infinito que procurei como um louco tocar.
Porque tua barba vem da minha barba, e o teu sexo do meu sexo, e há em ti a semente criada por minha vida.
E minha vida, mais que ser um templo, é uma caverna interminável, em cujo recesso esconde-se um tesouro que me foi legado por meu pai, mas cujo esconderijo eu nunca encontrei, e cuja descoberta ora te peço.
Como as amplas estradas da mocidade se transformaram nestas estreitas veredas da madureza, e o Sol que se põe atrás de mim alonga a minha sombra como uma seta em direção ao tenebroso Norte”

Meu filho tem vários nomes, eu o chamo de filho, meu pai de neto e o meu neto de Pai. Os amigos o chamam de Daniel, no hospital Dr. Alegria, na comunidade O Bom Palhaço que lê estórinhas, quando longe é Sem Fronteira, mas ao tudo posto, o importante para mim é que agora, ele é apenas “Se (Rudyard Kipling)”

“Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes,
e, entre Reis, não perder a naturalidade.
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
se a todos podes ser de alguma utilidade.

Se és capaz de dar, segundo por segundo,
ao minuto fatal todo valor e brilho.
Tua é a Terra com tudo o que existe no mundo,
e - o que ainda é muito mais - és um Homem, meu filho!”


Silvio Calazans (para o meu querido filho Daniel) ©2010,scalazans,Brazil

Os pensamentos não são livres

È fato incontestável que um dos maiores bens da humanidade é a Liberdade do Pensamento. É um bem adquirido intransferível e poderoso, que cada ser humano obtém desde o inicio de sua vida. Esses pensamentos podem ser bons, ruins, sadios ou doentios, corretos ou errados. Eles movem mundos, decidem caminhos, transformam vidas. Para o bem ou para o mal, nós podemos, grosso modo, decidir os caminhos de nossa vida, perder ou ganhar.

É a liberdade de escolha, o famoso Livre Arbítrio, talvez uma das mais poderosas armas já conhecidas. Arma para o bem ou arma para o mal, para a felicidade ou para a tristeza, sejam elas passageiras ou duradouras.

Um dos fatos mais intrigantes, misteriosos e improváveis de se conhecer, é o que nos leva a tomar ou seguir esses ou aqueles caminhos, Liberdade de Escolha. É conhecido e fácil de compreender, ela está ligada diretamente a varias circunstâncias que nos rodeiam e com as quais caminhamos: a cultura, moralidade, bons conceitos e valores.Esse é um ponto importante a se refletir, pois inúmeros são os caminhos para conquistá-la, e assim atingimos nossos sonhos. Caminhos curtos, caminhos longos, partidas fáceis ou difíceis, prazerosos ou sofridos.

Devemos fazer nossa escolha! É muito racional pensar, porém, muitas vezes difícil de aplicar. Caminhos serão bons se bom for o pensamento, caminhos serão difíceis se mal for o pensamento, ou seja, como vamos enfrentar as situações que a vida nos impõe, seja com alegria, coragem, disposição e determinação ou com apatia, fraqueza, pessimismo e intolerância.

A certeza é única: nossa escolha vai nos levar a um ou a outro caminho, a vitoria ou a derrota. Outro fato incontestável: quanto maior o seu desafio maior a sua superação. Nada é imutável, pensamentos não são livres.

Adriano Gelmini

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Qual é o seu tipo de humor?

O humor é a mais subjectiva categoria do cómico e a mais individual, pela coragem e elevação que pressupõe. Logo, o que o distingue das restantes formas do cómico é a sua independência em relação à dialéctica e a ausência de qualquer função social. Trata-se, portanto, de uma categoria intrinsecamente enraizada na personalidade, fazendo parte dela e definindo-a até. É por isso que se diz “Há tantos humores como humoristas.”.

Veja os quatro tipos de humor mais comuns e descubra com qual deles você se identifica.

Agregador: É aquela pessoa que conta piadas, faz gracinhas e é engraçada com o intuito de unir as pessoas e fazê-las se sentir bem. É o tipo de humor que reduz tensões num grupo e por isso também costuma ser o mais popular de todos.

Agressivo: É o humor usado para criticar ou manipular os outros. Sarcasmo, ironia e provocações são as armas favoritas dessas pessoas, que acham graça em rir dos outros para se colocarem numa posição de destaque.

Auto-depreciativo: Conhece algum gordinho que faz piada com o seu peso para que os outros riam? Pois ele tem humor auto-depreciativo, que ri de si mesmo como mecanismo de defesa para arrancar gargalhadas alheias.

Otimista: É a pessoa que se diverte sozinha e mantém o olhar positivo, mesmo em momentos de estresse ou nervosismo. É o humor de bem com a vida, mas não necessariamente faz os outros rirem.

Silvio Calazans ©2010,scalazans,Brazil

Cadê a nossa figurinha carimbada?

Os primeiros álbuns chegaram ao Brasil na década de 40 e traziam jogadores de futebol. Logo, colecionar a foto de seus ídolos virou mania entre os meninos. Foi nessa época que nasceram termos que, ainda hoje, fazem parte do nosso vocabulário, como "figurinha difícil" (algo árduo e trabalhoso) e "trocar figurinha" (trocar experiencia).

Nos anos 60, surgiram as figurinhas carimbadas que podiam ser trocadas por prêmios. Alguns álbuns davam prêmios a cada página completada. Abrir um pacotinho era uma emoção: eram duas ou três chances em cada envelope. Para as repetidas, a solução era trocar com os amigos ou "jogar bafo", mas quem tinha uma "figurinha carimbada" era o “centro das atenções”. Objeto de desejo, uma referencia entre os amigos.

No mundo coorporativo uma "figurinha carimbada" tem um valor muito maior que um simples premio. Um nome reconhecido pelo mercado trás benefício direto ao seu negocio. É um referencia de qualidade, ética e segurança.

Um bom nome agrega valor à marca. Quando dizemos que “Fulano foi para Banco X” entendemos que aquele banco está em um nível superior, se “Fulano” foi para aquela instituição ela merece todo o nosso credito.

Preservar os seus talentos é tão importante quanto cuidar da imagem da própria empresa. Quando o mercado da aquela sacudida, a famosa “dança das cadeiras”, ficamos pontuando quem ganhou e quem perdeu. O produto mais valioso de uma empresa são as pessoas, cada figurinha tem um lugar especifico onde serão coladas na organização e todas tem a sua importância, não desmerecendo ninguém, existem aquelas que se destacam e que devemos mostrá-las ao mercado. “Ele tá podendo” é o que se ouve na concorrência.

Agora tome muito cuidado e cuide bem da sua figurinha carimbada para não perde-la no “Bafo”

Silvio Calazans ©2010,scalazans,Brazil

sábado, 10 de julho de 2010

Reis cruéis se divertiam com a dor dos bobos

Quem eram os bobos da corte? Quase sempre eram loucos, anões, corcundas e outros deficientes físicos. "Às vezes até quebravam a coluna do sujeito para que ele fizesse melhor figura frente ao rei". A função era entreter os monarcas, que riam das palhaçadas e, principalmente, das deformidades físicas. Essa terrível profissão era comum no final da Idade Média, entre os séculos XIV e XVI. Não era um trabalho dos mais prestigiados. Em Rei Lear (William Shakespeare), o protagonista, destituído do poder, acaba chegando à conclusão de que ele é mais tolo do que o bobo que o acompanha.

Do Assédio ao Bullying! Bobo da corte... será que "vale a pena ver de novo" ?

O bullying em locais de trabalho (algumas vezes chamado de "Bullying Adulto") é descrito como:
"Um problema sério que muito frequentemente as pessoas pensam que seja apenas um problema ocasional entre indivíduos. Mas o bullying é mais do que um ataque ocasional de raiva ou briga. É uma intimidação regular e persistente que solapa a integridade e confiança da vítima do bully. E é frequentemente aceita ou mesmo encorajada como parte da cultura da organização".

Um exemplo tão comum: normalmente, uma alcunha (apelido) é dada a alguém por um amigo, devido a uma característica única dele. Em alguns casos, a concessão é feita por uma característica que a vítima não quer que seja chamada, tal como uma orelha grande ou forma obscura em alguma parte do corpo. Em casos extremos, gerentes podem ajudar a popularizá-la, mas isto é geralmente percebido como inofensivo ou o golpe é sutil demais para ser reconhecido. Há uma discussão sobre se é pior que a vítima conheça ou não o nome pelo qual é chamada. Todavia, uma alcunha pode por vezes tornar-se tão embaraçosa que a vítima terá que mudar de emprego.

A maior dificuldade é saber quando acontece de fato e quando não é algo que decorre do trabalho. É a sutileza que torna o assédio moral ou bullying ainda mais perverso. Pois o trabalhador não é assediado de forma clara, na frente de outros, mas muitas vezes na forma de brincadeiras cheias de sarcasmo. A principal queixa dos funcionários não é a pressão em si, mas como ela é feita, "de maneira a desqualificar, humilhar, com atos que parecem sutis, mas não são como brincadeiras e fofocas.”

A organização é diretamente afetada respondendo pelo prejuízo da sua imagem e indenização pelo dano causado ao empregado.

Do ponto de vista jurídico, o tema é novo e chegou aos tribunais de forma recente, tornando uma ramificação do Assédio. "Há cinco anos não existiam casos e hoje já há alguns nos quais se pleiteiam indenizações. Mas não existem grandes cases no direito brasileiro". Entre os casos estudados pelos juízes está o de vendedores que, obrigados a bater metas, solicitam empréstimos bancários para comprar os produtos que vendem. "Há várias decisões em primeira instância, algumas com somas bastante altas", afirmou, lembrando do caso da funcionária de uma rede de farmácias que era obrigada a arrumar diversas vezes as prateleiras de produtos, após seu gerente jogar tudo no chão, o que resultou numa indenização alta.
A imprensa internacional noticiou recentemente a advogada que aceitou acordo de indenização fora dos tribunais da empresa que ela processava com acusações de perseguição por ser mulher, intimidação e discriminação durante 18 meses, o que a deixou mentalmente abalada e incapaz para o trabalho.

O objetivo do agressor é forçar o funcionário a desistir do emprego, coro que a pessoa logo encontra na família, parceiro e amigos caso decida contar pelo que vem passando durante a jornada de trabalho. Mas o conselho de deixar o trabalho, além de não ser motivado pelas condições gerais do mercado, ainda encontra uma barreira mais resistente, a psicológica. "A pessoa fica o tempo todo querendo provar que ela não é aquilo que falam ou pensam dela".

Silvio Calazans ©2009,scalazans,Brazil

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Síndrome da co-dependência no ambiente de trabalho

Fumódromos para os fumantes, porradas para os não fumantes.

Que o cigarro faz mal à saúde, fumantes e não fumantes estão cansados de saber. Fuma quem quer. A decisão é pessoal. Mas, o que começa a ser questionado é o outro lado da moeda: o custo dos tabagistas para as empresas onde trabalham. A paradinha para o cigarro e o café, o índice de absenteísmo e o aumento do custo para os planos de saúde estão sendo mensurados e questionados. Muitas companhias do país que já realizavam campanhas educativas em relação ao tabagismo estão adotando programas mais agressivos para ajudar seus empregados a largar o vício. Vale tudo. De terapias alternativas a tratamentos médicos à base de anti-depressivos, adesivos e goma de mascar.

Os "fumódromos", em muitos casos, por estarem distantes e até fora das instalações das empresas, já funcionam como um fator restritivo e inibidor para os fumantes. Eles se proliferam desde os anos 80. Com mais ênfase depois da lei nº 9.294 (15 de julho de 1996), que proibiu o uso de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos, ou de qualquer outro produto derivado do tabaco, em recinto coletivo, privado ou público, tais como, repartições públicas, hospitais, salas de aula, bibliotecas, ambientes de trabalho, teatros e cinemas, exceto em "fumódromos".

Fala-se sempre dos problemas, “causas e conseqüências” dos fumantes, mas estamos esquecendo de um problema originado pelo péssimo habito de fumar, A SINDROME DA CO-DEPENDÊNCIA, não estamos falando do fumante passivo mas dos profissionais que ficam e cumprem a sua jornada, sem visitas a “fumódromos” e sempre cobrem a ausência do amigo.
A co-dependência tem uma visão muito mais ampla e danosa nos problemas de dependência química, mas ficaremos restrito somente no cigarro e, de maneira simplista, ao ambiente de trabalho.

A co-dependência é uma síndrome crônica que segue uma progressão previsível. O co-dependente é qualquer pessoa cuja rotina fica alterada por viver uma relação comprometida com um dependente.

Considerando que um fumante nunca vai sozinho ao “fumódromo” e para cada ida é necessário uma paradinha no cafezinho, fica para os demais a responsabilidade de contornar a ausência destes profissionais. Apesar de não demonstrar o descontentamento, a irritabilidade ao atender o telefone e anotar recados do vizinho, gera com o tempo, desgaste no relacionamento. É fato que na ausência daquele profissional qualquer informação desejada pela empresa é solicitada aos que permanecem no departamento. Fumódromos para os fumantes, problemas para os não fumantes. Com o tempo, essas e tantas outras situações ocasionadas pela ausência do profissional em seu posto de trabalho intensificam o estresse, tornando o co-dependente obcecado, ressentido, remoendo a sua insatisfação. Sente-se injustiçado por trabalhar mais que os demais, passa a fazer somente o que lhe é de responsabilidade, já não atende telefone, não se importando com o departamento ou a com empresa.

Considerando que o viciado, é sempre o recompensado, pois apesar dos danos à sua saúde ele o faz pelo prazer de fumar, vicio é uma doença onde o fumante é tolerado, enquanto o co-dependente nada recebe, não existe prazer e, muitas vezes, sente-se culpado pelo sentimento negativo direcionado ao seu amigo.

Silvio Calazans

Castelos de areia

Hoje andando pela praia, no Guaruja onde moro, me lembrei de um artigo que escrevi há muitos anos.

"Num dia de verão, eu estava andando pela praia parei e fiquei espiando duas crianças na areia. Trabalhavam muito, construindo um castelo de areia molhada, com torres, passarelas e passagens internas. Quando estavam perto do final do projeto, veio uma onda e destruiu tudo, reduzindo o castelo a um monte de areia e espuma.

Achei que as crianças cairiam no choro, depois de tanto esforço e cuidado, mas tive uma surpresa: em vez de chorar, correram para a praia, fugindo da água, rindo, de mãos dadas e começaram a construir outro castelo.

Compreendi que tudo em nossas vidas, todas as coisas que gastam tanto de nosso tempo e de nossa energia para serem construídas, tudo é feito de areia; só o que permanece é o nosso relacionamento com as outras pessoas.

Mais cedo ou mais tarde, a onda virá e irá desfazer o que levamos tanto tempo para construir.
Quando isso acontecer, somente aquele que tem as mãos de alguém para segurar será capaz de rir."

Silvio Calazans ©1999,scalazans,Brazil

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Assertividade... Palavra de Ordem

Uma palavra muito utilizada no meio corporativo é “assertividade”. Mas o que é, de fato, ser assertivo? O que vem a ser uma comunicação assertiva? Como a assertividade pode melhorar o ambiente de trabalho? ser assertivo é ir direto ao ponto, é dizer as coisas que têm de ser ditas. “É passar as informações que devem ser passadas de uma maneira clara e objetiva. Sempre, é claro, com respeito e delicadeza,”. Uma das principais falhas de comunicação que existe no meio corporativo é justamente esta falta de assertividade. “Se não houver uma comunicação eficiente, as engrenagens não funcionam da maneira mais eficaz e isso acaba refletindo na produtividade.”
Ela é a base de informações que vão influenciar positiva ou negativamente o resto da empresa. É nesse contexto que entra a assertividade, ou foco para empregar as palavras certas de acordo com o objetivo em questão. Ser assertivo independe de hierarquia.

ENTENDENDO PARA PODER AJUDAR. DEFININDO OS ESPAÇOS.


Submissão
Pessoas submissas passam a idéia de que não importa o que querem, que aceitam tudo dos outros e que o que os outros querem é mais importante do que elas próprias. Não expressam seus próprios sentimentos, necessidades e valores, permitem que os outros ignorem os seus direitos. O “ganho” da submissão seria evitar conflitos e conseguir aprovação do outro. Pessoas submissas tendem a ser vistas como boazinhas e dependentes, apesar de que o preço por esta reputação positiva é o sacrifício da vontade própria pela do outro.

Agressividade
Pessoas agressivas passam a mensagem de que elas próprias importam mais do que os outros. Expressam suas vontades, idéias e sentimentos a revelia dos outros. Pode ferir o outro para conseguir o que querem. São freqüentemente rudes, abusivas e sarcásticas a fim de dominar o outro. O “ganho” é que acabam conseguindo o que querem maltratando outrem. O preço desta postura é não ser gostável e/ou ser tratado da mesma forma agressiva.

Assertividade
Pessoas assertivas comunicam respeito próprio e um desejo de ter suas necessidades atendidas tanto quanto as dos outros. Estas pessoas expressam seus sentimentos, idéias e vontades claramente, lutando para vê-las atendidas, sem machucar o outro. Pessoas assertivas lutam pelos seus direitos e permitem que os outros o façam. Negociam ao invés de se submeter ou dominar.
Os benefícios de ser assertivo é o sentimento de valor próprio, habilidade para manter bons relacionamentos, ao negociar bem, satisfação das necessidades e sucesso em conseguir objetivos na vida. O preço de ser assertivo é que nem sempre será um sucesso e as necessidades nem sempre serão atingidas para não violar os direitos alheios. As pessoas assertivas, às vezes, agirão de forma a não agradar a todos, apesar de não estar diretamente agredindo ninguém.

PERCEPÇÃO ENTRE SUBMISSÃO, AGRESSIVIDADE E ASSERTIVIDADE

Princípio: Conteúdo do Discurso

Agressivo: exigente, incriminador, faz ameaças, impondo seu próprio ponto de vista como certo. Ataca dando ordens quando não apropriado. Decide coisas pelos outros. Pressiona, tentando que as pessoas façam as coisas.
Submisso: repete “desculpe-me” ou “tenho medo”. Evita a raiz da questão. Foge todo o tempo. Coloca-se para baixo. Fala do outro para terceiros. Não diz o que pensa. Concorda com os outros para manter a paz ou ser gostado. Aceita fazer coisas que não quer sem negociar, fazendo-as mal, ressentido ou atrasado.
Assertivo: honesto, aberto e vão ao ponto, dizendo não quando deseja, dando opiniões, elogios e criticas positiva. Reflete sobre retorno (feedback) inapropriado. Afirma o que deseja claramente, gentilmente e firmemente; assume seus diretos e dos outros para então definir o que quer. Defende o que é seu e quem dele depende.

Princípio: Contato Visual

Agressivo: fixo e duro. Olha de cima para baixo
Submisso: evita contato direto no olhar. Olha de baixo para cima.
Assertivo: gentil, direto, relaxado. Está no mesmo nível de olhar, quando possível.

Princípio: Expressão Facial

Agressivo: tenso, dentes cerrados, sobrancelhas franzidas. Expressões de superior, indignada ou brava.
Submisso: sorriso nervoso. Expressão de desculpas ou olhar vazio.
Assertivo: relaxado, aberto, firme e agradável.

Princípio: Tempo (Timing)

Agressivo: interrompendo, não dá tempo para o outro falar. Intimidado sem parar.
Submisso: hesitante, deixando muitos espaços para outros intervir. Fica muito quieto.
Assertivo: colocando ponto de vista consistentemente e deixa os outros falar.

Princípio: Volume, Tônus de voz e Etc.

Agressivo: alto, cortante, firme e ameaçador
Submisso: calado, trêmulo e infantil
Assertivo: relaxado, firme, de médio volume e gentil

A assertividade pode ser vista como uma forma mediana de agir entre a submissão e a agressividade, evitando as dificuldades de ambos.

SEGUE-SE UM EXEMPLO DAS TRÊS DIFERENTES FORMAS DE REAGIR A UMA SITUAÇÃO:

“Você está numa longa fila no caixa de supermercado e espera há um tempo. No momento em que chega ao caixa, um homem com os três itens passa a sua frente e diz que tem certeza que você não se importa que ele pague aquelas coisinhas na sua frente”
Reposta submissa: não diz nada; deixa-o passar e sofre calado.
Resposta agressiva: “você com certeza não tem modos e respeito pelos outros. Estou esperando aqui há um tempão e se você não voltar para o fim da fila vou até o gerente ou te jogo deste recinto”
Resposta assertiva: Você olha direto no olho e diz “Estou nesta fila há um bom tempo e penso que o senhor deve ir para o fim da fila”

Texto Fornecido pela Dra. Marina Grupo Terapêutico

terça-feira, 6 de julho de 2010

Formigas de "A" a "Y"

As formigas disputavam um cargo dentro do formigueiro. Duas delas resolveram, inicialmente, formar uma aliança buscando ficar em evidência, depois que os outros candidatos fossem eliminados disputariam a vaga entre eles. Para impressionar a rainha, resolveram buscar alimentos no outro lado do rio. Aumentando o Market Share todas às atenções seriam nossas, pensaram!

Escopo, logística, cronograma tudo bem elaborado. Subiram numa folha e se lançaram a jornada, infelizmente esqueceram-se da análise de risco e não calcularam que no meio do riacho a correnteza fosse traiçoeira e logo a pequena folha virou. O projeto “deu água”. A primeira era nova, com boa formação, pós, MBA, excelente currículo, logo ao cair calculou o menor caminho até a margem alcançando rapidamente um pequeno barranco. Tentou por diversas vezes escapar, mas molhada e sem conseguir subir o barranco enlameado, já exausta e acreditando que não havia saída, a pobre formiga desanimou parou de nadar e afundou.

Sua companheira de infortúnio, bem mais velha e apesar de não ser tão bem preparada, era tenaz. Continuou a se debater, a se debater e por tanto tempo que aos poucos o sol foi secando o barro, endurecendo-o. Depois de muito esforço conseguiu subir e dali foi para um lugar seguro. Conseguiu uma boa colheita, voltou orgulhosa para o formigueiro sendo promovido a COO pela sua ousadia e coragem.

Tempos depois, a formiga tenaz, movida pela ambição achou que já era hora de tentar nova promoção para CEO, mantendo sigilo para não ser plagiada buscou a mesma estratégia. Sem um projeto elaborado caiu novamente no mesmo erro. Lá estava ela no meio do riacho. Como já havia aprendido em sua experiência anterior, começou a se debater, na esperança de que, no devido tempo, se salvaria. Na margem, uma formiga nova, ótimo currículo e reconhecida como “Geração Y” percebeu a aflição da companheira, parou para ajudar e gritou: "Tem um pequeno ramo de árvore, nade até lá e agarre-se nele. Deixe a água levá-la para lugar seguro. Não é uma boa hora para arriscar-se". A formiga tenaz não lhe deu ouvidos, afinal não daria ouvidos a uma formiga recém formada, a experiência já tinha lhe ensinado o melhor caminho, baseando-se na sua experiência anterior de sucesso continuou a se debater e a se debater, até que exausta, afundou... afundou no seu próprio ego.

Boas experiências anteriores não significam o sucesso de hoje. Muitas vezes deixamos de notar as mudanças de ambiente e ficamos nos esforçando para alcançar os resultados esperados, até que afundamos na própria falta de visão. Não devemos ignorar o novo ou deixar de ouvir quem está de fora da situação. Num bom formigueiro existe lugar para formigas de “A” a “Y”.

Silvio Calazans (adaptação da fabula "As duas moscas") ©2010,scalazans,Brazil

Persistência

Um homem investe tudo o que tem numa pequena oficina. Trabalha dia e noite, inclusive dormindo na própria oficina. Para poder continuar nos negócios, empenha as próprias jóias da esposa. Quando apresentou o resultado final de seu trabalho a uma grande empresa, dizem-lhe que seu produto não atende ao padrão de qualidade exigido.

O homem desiste? Não! Volta à escola por mais dois anos, sendo vítima da maior gozação dos seus colegas e de alguns professores que o chamavam de "visionário".

O homem fica chateado? Não! Após dois anos, a empresa que o recusou finalmente fecha contrato com ele.

Durante a guerra, sua fábrica é bombardeada duas vezes, sendo que grande parte dela é destruída. O homem se desespera e desiste? Não! Reconstrói sua fábrica, mas um terremoto novamente a arrasa. Essa é a gota d'água e o homem desiste? Não! Imediatamente após a guerra segue-se uma grande escassez de gasolina em todo o país e este homem não pode sair de automóvel nem para comprar comida para a família.

Ele entra em pânico e desiste? Não! Criativo, ele adapta um pequeno motor à sua bicicleta e sai às ruas. Os vizinhos ficam maravilhados e todos querem também as chamadas "bicicletas motorizadas".

A demanda por motores aumenta muito e logo ele fica sem mercadoria. Decide então montar uma fábrica para essa novíssima invenção. Como não tem capital, resolve pedir ajuda para mais de quinze mil lojas espalhadas pelo país. Como a idéia é boa, consegue apoio de mais ou menos cinco mil lojas, que lhe adiantam o capital necessário para a indústria.
Bem vindos a HONDA CORPORATION.

Considerado um “visionário” em seu tempo, Soichiro Honda (1906 - 1991) tinha um espírito criativo e persistente, que é retratado nos diversos textos escritos sobre ele. Em certa ocasião ele disse o seguinte:

"Eu vivo no presente, para construir o futuro, com a experiência do passado"

Silvio Calazans

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Aqui quem manda sou eu

A rainha estava furiosa. Metade do ano e o suprimento de comida estava em 30% do esperado. Imediatamente reuniu-se com o seu staff.
- Quero respostas. Chega de desculpas, disse a rainha. Este formigueiro tem 20 anos, no início eram apenas 50 formigas e sempre demos conta do recado. Porque a produção está tão baixa?
- Estamos com dificuldade de conseguir comida. O mercado está muito competitivo, além das formigas “lava pés” e saúvas, estamos com um problema sério com as formigas chinesas, coreanas e indianas. Sem falar das “Ant” que sempre disputaram o nosso alimento. Falou o Sales Manager.
- Tolice, bradou a rainha, vocês são um bando de preguiçosos. Porque não me falaram antes, de quem é a culpa? Mr. CFO além de ficar na Miganet e Forkut, o que mais você andou fazendo que não percebeu a gravidade do problema?
- Falta ferramenta, excelência, eu consigo ver apenas o que está no Forecast, somada a receita, subtraindo as despesas. O Budget elaborado está apenas, com - 5,3% do alinhamento proposto.
- Guardas expulsem esses dois incompetentes do meu formigueiro e tragam-me o CIO.
- Excelência, em minha defesa, gostaria de falar que neste ano implantamos por completo o ERP, implantamos as melhores práticas do ITIL, estamos com projetos de CRM, BI e pasme: até o final deste ano estaremos trabalhando com um SLA de 99,9999%.
- Cale a boca, indignada berrou a rainha, acabei de escutar que falta ferramenta. De que adianta o que você fez ou deixou de fazer, se não se envolveu no negócio. Guardas bote esse idiota para fora do meu formigueiro e chame o Diretor de RH imediatamente!
- Sim excelência, diga-me o que queres que farei sem questionar, disse o RH.
- Demita 40% das formigas do back-office, 25% das formigas envolvidas na produção e 15% do comercial. Pouco importa se morrerão de fome. As que ficarem mande trabalhar em dobro. Depois arrume a suas coisas!O senhor está demitido!
- Mas excelência, o que eu fiz? Perguntou entristecido o Diretor de RH.
- O que você fez não importa, eu sou a dona, no meu formigueiro mando eu. Você foi omisso não me alertando da incompetência dos demais.

Passado o inverno, o formigueiro prosperou tornando-se líder naquela região. Cresceu e passou a disputar o mercado de alimentos em vários continentes até o dia em que os herdeiros assumiram o formigueiro, falindo o império construído.

Para Pensar:
Nunca pense que você já sabe o final da estória. Você pode até não concordar, mas o artigo é meu, escrevo o final como quiser. Aqui mando eu!

Silvio Calazans ©2010,scalazans,Brazil

domingo, 4 de julho de 2010

Descubra o Horácio da sua equipe

Trabalhar em equipe é uma exigência básica de um profissional que almeja continuidade e crescimento em sua carreira profissional. Porém essa capacidade é algo que somente pode ser visto na prática, afinal no papel (especialmente no currículo) todo mundo é perfeito, pois o coitado aceita tudo. Ainda fico pensando cá comigo se já houve alguém que respondeu de forma negativa ao entrevistador se trabalha bem em equipe…
Quando se direciona uma equipe responsável para um projeto, é até normal, devido a tentativa de maximizar o lucro, os gerentes alocarem recursos humanos utilizando a seguinte a fórmula: n profissionais -1. Isso mesmo..”.O quê? está precisando de 5 pessoas? tá bom, vou alocar 4 , confio na competência e comprometimento deles, sei que vão dar conta!”
Aí você murmura, blasfema, mas nada muda. Aliás, pode piorar um pouquinho, se você já achava que 4 não ia dar conta, imagine em 3…afinal, você descobre que tem um horácio no grupo!

Que tipo de profissional é esse? Horácio?
O Horácio é um filhote de Tyrannossaurus rex, um personagem simpático, criado pelo brilhante Maurício de Souza (de quem dispensa apresentação). Você pode ver na figura abaixo suas patinhas, como são curtas…presume-se uma grande dificuldade de pegar nas coisas.

Basicamente o profissional Horácio é a pessoa que sempre está fugindo das responsabilidades no trabalho, sempre saindo pela tangente, empurrando suas atribuições para o primeiro colega da equipe que ele encontrar…e costuma fazer isso com tanta elegância que muita gente nem percebe e acaba assumindo sua carga de trabalho..tal qual o Horácio, tem bracinhos curtos, quase nada está a seu alcance.
Todos nós já tivemos nosso momento Horácio em nossa carreira profissional, ao longo de nossa vida. São atribuidas tarefas para nós que abraçamos, mas acabamos por deixar por conta de outros, muitas vezes sem nem avisar…mas quando a exceção vira regra aí começa o problema… “afinal somos uma equipe, né não!?!? ” diz o Horácio.Não se deixe enganar…descubra o Horácio de sua equipe!

O Profissional Horácio tem algumas características que lhes são peculiares:
O Horacio geralmente é uma pessoa muito legal, bastante sociável, bom de papo
O que torna sua arma principal para convencer, ainda que de forma inconsciente, que seu colega de equipe assuma sua responsabilidade sem muita resistência…
Parece que sempre some quando todo mundo está abarrotado de trabalhos para ontem
Você procura ele e nunca o acha, ou sempre vai apresentar uma boa desculpa para chegar atrasado naquelas horas cruciais de trabalho
Isso não é comigo…
O profissional horácio não esta preocupado em expandir seus conhecimentos através do auxílio de outros membros da equipe, simplesmente repassa os problemas. E pra quê aprender o serviço dos outros? “não ganho pra isso!”, acredita ele, e não dirá isso abertamente, mas mostrará sutilmente através de suas ações.
Se você tem um Horácio em sua equipe (pior que um só mesmo mais de um), jogue abertamente com ele, mostrando como isso tem dificultado o andamento do projeto e sobrecarregado os demais colegas, e que poderá tomar outras atitudes, como comunicar seu superior. E se tiver que fazer isso, faça na frente dele, isso mostrará que vocês conversaram sobre o assunto antes, que não é uma simples fofoca. No mais, ser cúmplice ou fazer vista grossa a esse tipo de atitude não fará bem a ninguém.

Agora se VOCÊ é o Horácio da turma, cuidado, alguém mais pode estar lendo este artigo, além de você

Vinicius - Carreiras e Certificações de TI

Psique e as quatro competências

Tão antigas e tão atuais…Assim são as lendas que atravessam séculos e culturas e continuam nos ensinado. Profissionais de qualquer área frequentemente encontram desafios que acreditam não poder superar. A Lenda de Psique, da Mitologia Grega, descreve as quatro competências fundamentais para o sucesso diante de situações que nos parecem grandiosas demais: discernimento, criatividade, visão sistêmica e foco.

Era uma vez uma moça chamada Psiquê, apaixonada por Eros, Deus do Desejo. Sabendo que tinha poucas chances de casar-se com um deus por ser uma reles mortal, Psiquê buscou conselhos com Afrodite. Da Deusa da Sedução, recebeu quatro tarefas, cada uma representando uma conquista, uma nova competência a ser desenvolvida. Vencendo esses quatro desafios, estaria apta a receber o amor de Eros.

Primeira Competência: Discernimento
A primeira tarefa era separar sementes. Afrodite levou Psiquê a uma sala onde havia uma enorme pilha de grãos, todos misturados. A jovem deveria separar a pilha em pequenos montes de feijão, ervilhas, milho, cevada, e outros grãos que ela mal conhecia. Incrédula diante de tamanho desafio, Psiquê desanimou diante dessa primeira tarefa. Até surgir um pequeno grupo de formigas. Os animais se encarregaram do trabalho, colocando cada grão em seu devido monte.
Da mesma forma, precisamos aprender a separar e classificar nossos sentimentos. Por exemplo, diante de incertezas, precisamos distinguir quais medos são legítimos e quais são fruto de nossa insegurança. Diante de muitas tarefas, temos que eleger quais são as prioritárias. Diante de uma reclamação ou crítica, separar o que é pertinente do que não é. Para classificar sentimentos precisamos analisá-los e não nos deixar levar por eles. Esta foi a primeira competência que Psiquê desenvolveu, o discernimento.

Segunda Competência: Criatividade
A segunda tarefa era obter flocos de lã dourada. Desta vez, Afrodite acompanhou Psiquê a um campo onde pastavam carneiros selvagens, animais extremamente perigosos, mas dotados de algumas mechas da tal lã. Psiquê sabia que poderia ser morta ao chegar perto deles e, mais uma vez, não acreditava que conseguiria realizar sua missão.
Quando deixou o desespero de lado e passou a observar os carneiros, percebeu que os animais se coçavam esfregando-se nas árvores. Psiquê esperou, então, o anoitecer e, quando os animais se afastaram, colheu calmamente os fios dourados que ficaram nas árvores. Após aprender a examinar situações e a encontrar oportunidades mesmo naquilo que aparentava ser difícil, Psiquê percebeu que a melhor saída nem sempre era a primeira a ocorrer. Com criatividade, novas alternativas se tornaram visíveis.

Terceira Competência: Visão Sistêmica
Para a terceira tarefa, Afrodite entregou a Psiquê uma jarra de cristal que deveria ser cheia com a água que caía de uma cascata. Para chegar perto da água, Psiquê precisava caminhar pelo musgo, portanto poderia facilmente escorregar, cair e quebrar a jarra. Assim, enchê-la também parecia impossível. Mas eis que uma águia tornou-se o referencial para a solução. Ao observar o vôo do animal, Psiquê olhou para o topo da cascata, onde não havia musgos e viu um local seguro para encher a jarra.
A águia simboliza a competência de ver a paisagem de uma perspectiva distante para poder escolher o ponto mais adequado para a ação. Assim como a águia vê o todo, mas também vê onde está o animal que poderá abocanhar, temos que ver o todo de uma situação, mas também as oportunidades. Ou seja, praticar a visão sistêmica.

Quarta Competência: Foco
A quarta e última tarefa de Psiquê era descer até o mundo subterrâneo para entregar uma caixa a uma Deusa. Além do medo do mundo subterrâneo, a jovem sabia que no caminho encontraria diversas pessoas que lhe pediriam ajuda, tentariam dissuadi-la de realizar a tarefa ou simplesmente dificultariam seu trabalho.
O grande desafio de Psiquê era manter-se fiel ao seu objetivo. Algumas vezes, disse não às pessoas que a interpelaram, outras vezes, as atendeu, mas nunca deixou de priorizar suas metas. Assim, ela chegou ao mundo subterrâneo, entregou a caixa à Deusa e cumpriu, enfim, sua última tarefa.

Através da realização das quatro solicitações de Afrodite, Psiquê desenvolveu capacidades e forças. Ela, no fim, estava preparada para realizar seu sonho, que era casar-se com Eros. O mais importante é que Psiquê continuava sendo mortal, mas dispunha de discernimento, criatividade, visão sistêmica e foco. Estava, portanto, capacitada a superar desafios.

Gisela Kassoy
http://www.giselakassoy.com.br/

Em outubro, ou tu brotas ou tu morres

No hemisfério sul, faz sentido: a primavera já explodiu e as flores que não desabrocharam correm de fato o risco de morrerem.
E nós?
Na minha adolescência, meus colegas e eu costumávamos chamar outubro de o mês do desespero escolar. Havíamos passado o ano todo “na flauta”, chegara o momento de levar a escola a sério.
Agora, nas empresas, mesmo tendo dado duro o ano inteiro, aproxima-se a hora das avaliações, ponderações, planejamento.
E principalmente, a hora de fazermos o que havíamos planejado e não conseguimos realizar. Chegamos à cruel realidade: por mais que tenhamos nos esforçado, parte dos nossos planos pode ter sido deixado de lado.
Pior: já que o clima de “agora ou nunca” é geral, todo prestador de serviços, seja ele um funcionário de uma empresa ou um consultor externo, está ocupado, atendendo às demandas de suas áreas ou de seus clientes.
Vamos mais uma vez sucumbir ou vamos finalmente nos permitir considerar mais um ano. E se perdoássemos nossa extrema ambição, alimentada pelo pique do início do ano. Poderíamos reler nossos planos com um olhar benevolente e escolheríamos apenas um de nossos projetos.
Ou Tu Brotas Ou Tu Morres… soa ameaçador e radical. Mas vale o alerta para que façamos florescer nossos projetos para este ano. Sob o risco de deixá-los morrer ou revê-los na agenda do ano que vem, talvez, em uma nova empresa.

Gisela Kassoy (adaptado por Silvio Calazans)
http://www.giselakassoy.com.br/