SC Joias Finas

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terça-feira, 31 de agosto de 2010

Descobri o meu único rival

“E assim, depois de muito esperar, num dia como outro qualquer, decidi triunfar…
Decidi não esperar as oportunidades e sim, eu mesmo buscá-las.
Decidi ver cada problema como uma oportunidade de encontrar uma solução.
Decidi ver cada deserto como uma possibilidade de encontrar um oásis.
Decidi ver cada noite como um mistério a resolver.
Decidi ver cada dia como uma nova oportunidade de ser feliz.
Naquele dia descobri que meu único rival não era mais que minhas próprias limitações e que enfrentá-las era a única e melhor forma de as superar.
Naquele dia, descobri que eu não era o melhor e que talvez eu nunca tivesse sido.
Deixei de me importar com quem ganha ou perde.
Agora me importa simplesmente saber melhor o que fazer.
Aprendi que o difícil não é chegar lá em cima, e sim deixar de subir.
Aprendi que o melhor triunfo é poder chamar alguém de”amigo”.
Descobri que o amor é mais que um simples estado de enamoramento, “o amor é uma filosofia de vida”.
Naquele dia, deixei de ser um reflexo dos meus escassos triunfos passados e passei a ser uma tênue luz no presente.
Aprendi que de nada serve ser luz se não iluminar o caminho dos demais.
Naquele dia, decidi trocar tantas coisas…
Naquele dia, aprendi que os sonhos existem para tornar-se realidade.
E desde aquele dia já não durmo para descansar… simplesmente durmo para sonhar.”

Walt Disney

domingo, 29 de agosto de 2010

O tempo e as jabuticabas

O tempo que foge

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo. Não vou mais a workshops onde se ensina como converter milhões usando uma fórmula de poucos pontos. Não quero que me convidem para eventos de um fim-de-semana com a proposta de abalar o milênio.
Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos parlamentares e regimentos internos. Não gosto de assembléias ordinárias em que as organizações procuram se proteger e perpetuar através de infindáveis detalhes organizacionais.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos. Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de “confrontação”, onde “tiramos fatos à limpo”. Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário do coral.
Já não tenho tempo para debater vírgulas, detalhes gramaticais sutis, ou sobre as diferentes traduções da Bíblia. Não quero ficar explicando porque gosto da Nova Versão Internacional das Escrituras, só porque há um grupo que a considera herética.
Minha resposta será curta e delicada: - Gosto, e ponto final! Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: “As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos”. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos.
Já não tenho tempo para ficar dando explicação aos medianos se estou ou não perdendo a fé, porque admiro a poesia do Chico Buarque e do Vinicius de Moraes; a voz da Maria Bethânia; os livros de Machado de Assis, Thomas Mann, Ernest Hemingway e José Lins do Rego.
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita para a “última hora”; não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja andar humildemente com Deus. Caminhar perto dessas pessoas nunca será perda de tempo.

Ricardo Gondim (O tempo que foge)

sábado, 28 de agosto de 2010

Metafísica "que é que existe"

O problema fundamental de toda a metafísica é a questão "que é que existe?" E quanto a essa questão fundamental, as principais correntes que Kant se propõe a conciliar, são o realismo, o seu oposto o idealismo, o racionalismo e seu oposto o empirismo.

O realismo sustenta que, no conhecimento humano, os objetos do conhecimento são intuídos, apreendidos e vistos como eles realmente são em sua existência fora e independente da mente. Então, conhecer uma coisa significa encontrar entre os conceitos possíveis aquele que está adequado a essa coisa (a essência). Se a isso acrescentamos os caracteres acidentais individuais da substância, então chegamos ao conhecimento pleno da realidade.

O idealismo, ao contrário, sustenta que as coisas existem conforme a mente pode construí-las; tudo que existe é conhecido para o homem nas dimensões que são mentais, como idéias ou através de idéias. O idealismo metafísico sustenta a idealidade da realidade, e o idealismo epistemológico sustenta que, no processo do conhecimento, os objetos da mente estão condicionados pela sua perceptibilidade.

O racionalismo tem a razão como suprema fonte e teste do conhecimento, sustentando que a realidade, ela mesma, tem uma estrutura lógica inerente; para o racionalismo existe uma classe de verdades que o intelecto pode intuir diretamente, além do alcance da percepção sensível.
Ao racionalismo opõe-se o empirismo, que sustenta que todo conhecimento vem, e precisa ser testado, pela experiência sensível.

O empirismo, tende a negar a Metafísica, porque esta trata das possibilidades de intuição, do conhecimento para além das coisas apreendidas pelos sentidos, para além da experiência, e testa se uma proposição à qual se chega assim, pelo raciocínio, pela razão, e que não expressa apenas a simples soma de dados da realidade concreta, pode ser verdadeira, e, neste caso, que princípios se pode tomar para verificar e garantir que tal proposição seja, de fato, verdadeira.

Immanuel Kant (filósofo alemão, considerado o pensador mais influente dos tempos modernos)

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

As visões de Dada Lekhraj

Talvez poucas organizações tenham provocado tanta mudança e debate no momento de sua criação, ou tenham experimentado tamanha expansão nas décadas que a sucederam, como ocorreu com a Organização Brahma Kumaris. Ainda assim, mesmo diante de seu crescimento e desenvolvimento, a OBK conseguiu manter seus princípios e propósitos originais. Até hoje permanece como a Sede Mundial da Organização: Madhuban, que significa “Floresta de Mel”.
As visões de Dada Lekhraj revelaram um conjunto de conhecimentos acerca da natureza da alma, de Deus e do tempo – conceitos esses tão simples em sua expressão, mas tão profundos em seu significado que despertaram um reconhecimento profundo naqueles com os quais essas visões foram compartilhadas

Pureza

"Pureza é sinônimo de verdade. Quando há verdade, há transparência; e a transparência começa no coração. Um coração limpo tem realeza – não aquela realeza que se confunde com luxo, posses ou sofisticação. Mas a realeza da espiritualidade, a realeza que vem da verdade, que nasce da pureza."

Sentimento

"É você quem cria a sua própria experiência. Quando você escolhe um comportamento, escolhe as conseqüências. Um pensamento é um comportamento, portanto você conhece e experimenta esse mundo através das percepções que cria. E as suas percepções são as suas interpretações do mundo.
Você, e apenas você, escolhe o que sentir e como sentir. Os outros podem até proporcionar um evento, um comportamento que provoque reação, mas depende única e exclusivamente de você escolher o que sentirá em relação a eles."

Dada Lekhraj (Brahma Kumaris)

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Post-scriptum por Kierkegaard

No citado "Post-scriptum" o filósofo dinamarquês Kierkegaard sustentou que uma sistematização lógica para a existência era impossível, uma vez que a existência é incompleta e está evoluindo constantemente. Isto implicaria um erro, que seria a tentativa de introduzir mobilidade na Lógica.

A verdade.

Se não há lógica na existência, mas a existência é verdadeira, então a verdade também não tem lógica. Esta é a questão que Kierkegard aborda em ""Post-scriptum não científico". Assim, para ele, não encontramos a verdade como uma coisa objetiva e lógica, destacada de nós, mas através de nosso modo único e peculiar de apreender as coisas que é nossa paixão: a verdade é encontrada através da subjetividade. Quanto maior o ardor com que se acredita, mais verdadeiro é o objecto do conhecimento. Isto evidentemente eqüivale a fazer da verdade a expressão da fé. É ao colocar maior ou menor fé em algo, que construímos nossa verdade.
A verdade, para Kierkegaard, não é uma "coisa", mas uma afirmação em relação ao mundo, uma posição de vida. Quando ele diz "a verdade é subjetividade", isto é somente enquanto o sujeito traz tanta paixão junto com seu pensamento que a síntese será um fato verdadeiro. O que é subjetivo é verdade, enquanto a coisa objetiva, ao contrário, é incerta. Porém, aquilo que é incerteza, objetiva sustentada com o mais apaixonado empenho, torna-se verdade, a mais alta verdade existente para alguém". Então, o que é esta paixão que move o indivíduo?

Paixão.

Em "Post-scriptum não científico" o filósofo diz que a paixão é uma qualidade de lutar para chegar a ser, é o processo de vir a ser. A paixão é o motivo afirmativo do desenvolvimento, a vontade de se submeter e portanto de sofrer as mudanças do vir a ser. Essas mudanças são um sofrimento, são temporárias, e o ideal buscado é imaginado como perfeito e completo. Mas a pessoa ao buscar realizar os ideais apaixonadamente sustentados encontra ainda mais acentuada a condição limitada e finita da existência humana.

Søren Aabye Kierkegaard

Os Ombros Suportam o Mundo

Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus. Tempo de absoluta depuração. Tempo em que não se diz mais: meu amor. Porque o amor resultou inútil.

E os olhos não choram. E as mãos tecem apenas o rude trabalho. E o coração está seco. Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.

Ficaste sozinho, a luz apagou-se,mas na sombra teus olhos resplandecem enormes. És todo certeza, já não sabes sofrer. E nada esperas de teus amigos.

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice? Teus ombros suportam o mundo e ele não pesa mais que a mão de uma criança.

As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios provam apenas que a vida prossegue e nem todos se libertaram ainda.

Alguns, achando bárbaro o espetáculo prefeririam (os delicados) morrer. Chegou um tempo em que não adianta morrer. Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.

A vida apenas, sem mistificação.

Carlos Drummond de Andrade

Podre de rico e lindo de morrer

Quando as coisas parecem impossíveis, nada dá certo e o mundo parece conspirar contra você... É por que você está realmente ferrado. Esperava palavras de consolo esqueça a vida não entrega felicidade em caixinha. Piadando nos problemas alheios. Na vida, só há uma coisa que você ganha sem fazer esforço: peso.

A única coisa boa, é que existem outros milhões na mesma situação, portanto não é uma questão de incompetência, lembre-se que a maneira mais agradável de seguir uma dieta vegetariana é deixar que a vaca coma o vegetal e depois comer a vaca. Seja você mesmo, a não ser que você já esteja sendo você mesmo, aí nesse caso então é melhor você ser outra pessoa.

Fique longe das pessoas negativas, elas tiram mais do que trazem, algumas podem deixar uma felicidade momentânea, como molas, não servem pra muita coisa, mas trazem um sorriso em nossa face quando empurradas escada abaixo. Venda a sua imagem, marketing pessoal é muito importante, até um tijolo, nas mãos dos apresentadores da Polishop, tem 14 funções diferentes.

A vida se resume a quatro frascos: mamadeira, Coca-Cola, cerveja e soro. Se estiver no fundo do poço beba uma cerveja antes que seja necessário ficar no soro. O tempo é sempre o melhor remédio, a não ser que seu problema seja feiúra, confie nele. Afinal, o mundo é de incertezas e não temos o domínio do nosso futuro, temos e sempre teremos duvidas, perceba que nunca saberemos se duas minhocas estão se beijando ou fazendo um 69.

Procure a beleza mesmo onde não existe, supere o pessimismo. Um pessimista é aquele que reclama do barulho quando a oportunidade bate na porta. Seja igual a chuveiro velho, não ligue e se ligar não esquente. As contas não batem no final do mês, problema não é seu. Repita comigo: Querida matemática, cresça e resolva seus próprios problemas.

Antes de tentar lutar contra o mundo, arrume a sua cama. Acontece com todos... Quando te ligam: Se você tem caneta não tem papel; Se tiver papel não tem caneta; Se tiver ambos ninguém te liga. Se estiver deprimido lembre-se que ler spam é a melhor coisa para animar uma pessoa. Só hoje ganhei cinco milhões de reais e descobri que meu pênis pode crescer mais de 30%.

Se realmente estiver no fundo do poço tenha apenas dois sonhos na vida: ser podre de rico e lindo de morrer. Neste caso voce já conseguiu a metade, está podre e quase morrendo. O que vier é lucro, pense que um dia vou será tão rico, mas tão rico, que as pedras dos seus rins serão preciosas.

Pare de reclamar de você mesmo, dizer que está esgotado ou acabado não ajuda. Muita gente reclama da própria aparência, mas nunca vi ninguém reclamar do próprio cérebro.

Para finalizar o meu artigo, eu sonho com um amanhã melhor, onde as galinhas possam atravessar a rua sem terem seus motivos questionados. Muitos podem considerar este artigo "sem pé nem cabeça" é por que, as vezes, eu falo coisas sem sentido... Elefante.

Silvio Calazans ©2010,scalazans,Brazil

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Conflitos internos

Um ancião índio norte-americano, certa vez, descreveu seus conflitos internos da seguinte maneira:
- Dentro de mim há dois cachorros. Um deles é cruel e mau. O outro é muito bom, e eles estão sempre brigando.
Quando lhe perguntaram qual cachorro ganhava a briga, o ancião parou, refletiu e respondeu:
- Aquele que eu alimento mais frequentemente.


Um guerreiro sabe que um anjo e um demônio disputam a mão que segura a espada.
Diz o demônio: "Você vai fraquejar. Você não vai saber o momento exato. Você está com medo.
Diz o anjo: "Você vai fraquejar. Você não vai saber o momento exato. Você está com medo.
O guerreiro fica surpreso. Ambos disseram a mesma coisa.
Então o demônio continua: "Deixa que eu te ajudo". E diz o anjo: "Eu te ajudo".
Nesta hora, o guerreiro percebe a diferença.
As palavras são as mesmas, mas os aliados são diferentes.

Paulo Coelho (Textos diversos)

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Como permanecer jovem

Livre-se de todos os números não-essenciais. Isto inclui idade, peso e altura. Deixe os médicos se preocupar com eles. É para isso que você os paga.
Mantenha apenas os amigos alegres. Os ranzinzas só deprimem.
Continue aprendendo. Aprenda mais sobre o computador, ofícios,Jardinagem, seja o que for, até radio-amadorismo. Nunca deixe o cérebro inativo.'Uma mente inativa é a oficina do diabo. E o nome de família do diabo é ALZHEIMER.
Aprecie as coisas simples. Ria sempre, alto e bom som! Ria até perder o fôlego.Lágrimas fazem parte. Suporte, queixe-se e vá adiante. As únicas pessoas que estão conosco a vida inteira somos nós mesmos. Mostre estar VIVO enquanto estiver vivo.
Cerque-se daquilo que ama, seja família, animais de estimação, coleções, música, plantas, hobbies, seja o que for. Seu lar é seu refúgio. Cuide da sua saúde: se estiver boa, preserve-a. Se estiver instável, melhore-a. Se estiver além do que Voce possa fazer, peça ajuda.
Não 'viaje' às suas culpas. Faça uma viagem ao shopping, até o município mais próximo ou a um país no exterior, mas NÃO para onde Voce tiver enterrado as suas culpas.
Diga às pessoas a quem Voce ama que Voce as ama, a cada oportunidade.
E lembre-se sempre:
A vida não é medida pela quantidade de vezes que respiramos, mas pelos momentos que nos tiram a respiração.
Todos nós temos que viver a vida ao máximo a cada dia!
A jornada da vida não é para se chegar ao túmulo em segurança em um corpo bem preservado, mas sim para se escorregar para dentro meio de lado, totalmente gasto, berrando:'PUTA MERDA, QUE VIAGEM!

Viva simplesmente, ame generosamente, importe-se profundamente, fale gentilmente e deixe o resto para Deus.

George Carlin

O Paradoxo do Nosso Tempo

Nós bebemos demais, fumamos demais, gastamos sem critérios, dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e rezamos raramente.
Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores. Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos freqüentemente. Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos.
Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.
Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.
Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos.
Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.
Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos menos.
Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta; do homem grande de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias.
Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados.
Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas "mágicas".
Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa.
Uma era que leva essa carta a você e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar 'delete'.
Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão por aqui para sempre. Por isso, valorize o que você tem e as pessoas que estão ao seu lado.

George Carlin

domingo, 22 de agosto de 2010

As 20 regras de Gurdjieff

Georgii Ivanovich Gurdjieff, mestre espiritual greco-armênio, uma figura enigmática e uma força influente no panorama dos novos ensinamentos religiosos e psicológicos, mais como um patriarca do que como um místico Cristão, hoje citado como o “despertador” de homens. Trouxe para o Ocidente um modelo de conhecimento esotérico, deixou atrás de si uma metodologia específica para o desenvolvimento da consciência.

"Uma boa vida tem como base o sentido do que queremos para nós em cada momento e daquilo que, realmente, vale como principal".

Tese de Gurdjieff

1) Faça pausas de dez minutos a cada duas horas de trabalho, no máximo. Repita essas pausas na vida diária e pense em você, analisando suas atitudes.
2) Aprenda a dizer não sem se sentir culpado ou achar que magoou. Querer agradar a todos é um desgaste enorme.
3) Planeje seu dia, sim, mas deixe sempre um bom espaço para o improviso, consciente de que nem tudo depende de você.
4) Concentre-se em apenas uma tarefa de cada vez. Por mais ágeis que sejam os seus quadros mentais, você se exaure.
5) Esqueça, de uma vez por todas, que você é imprescindível. No trabalho, em casa, no grupo habitual. Por mais que isso lhe desagrade, tudo anda sem a sua atuação, a não ser você mesmo.
6) Abra mão de ser o responsável pelo prazer de todos. Não é você a fonte dos desejos, o eterno mestre de cerimônias.
7) Peça ajuda sempre que necessário, tendo o bom senso de pedir às pessoas certas.
8) Diferencie problemas reais de problemas imaginários e elimine-os, porque são pura perda de tempo e ocupam um espaço mental precioso para coisas mais importantes.
9) Tente descobrir o prazer de fatos cotidianos como dormir, comer e tomar banho, sem também achar que é o máximo a se conseguir na vida.
10) Evite se envolver na ansiedade e tensão alheias. Espere um pouco e depois retome o diálogo, a ação.
11) Família não é você e sim está junto de você, compõe o seu mundo, mas não é a sua própria identidade.
12) Entenda que princípios e convicções fechadas podem ser um grande peso, a trava do movimento e da busca.
13) É preciso ter sempre alguém em que se possa confiar e falar abertamente ao menos num raio de cem quilômetros. Não adianta estar mais longe.
14) Saiba a hora certa de sair de cena, de retirar-se do palco, de deixar a roda. Nunca perca o sentido da importância sutil de uma saída discreta.
15) Não queira saber se falaram mal de você e nem se atormente com esse lixo mental; escute o que falaram bem, com reserva analítica, sem qualquer convencimento.
16) Competir no lazer, no trabalho, na vida a dois, é ótimo para quem quer ficar esgotado e perder o melhor.
17) A rigidez é boa na pedra, não no homem. A ele cabe firmeza, o que é muito diferente.
18) Uma hora de intenso prazer substitui com folga 3 horas de sono perdido. O prazer recompõe mais que o sono. Logo, não perca uma oportunidade de divertir-se.
19) Não abandone suas três grandes e inabaláveis amigas: a intuição, a inocência e a fé.
20) Entenda de uma vez por todas, definitiva e conclusivamente: você é o que se fizer.

Georgii Ivanovich Gurdjieff - 20 regras de vida que foram colocadas em destaque no Instituto Francês de Ansiedade e Stress, em Paris.

sábado, 21 de agosto de 2010

Direitos humanos são para humanos direitos

De mãe para mãe…
‘Vi seu enérgico protesto diante das câmeras de televisão contra a transferência do seu filho, menor infrator, das dependências da FEBEM em São Paulo para outra dependência da FEBEM no interior do Estado.
Vi você se queixando da distância que agora a separa do seu filho, das dificuldades e das despesas que passou a ter para visitá-lo, bem como de outros inconvenientes decorrentes daquela transferência.
Vi também toda a cobertura que a mídia deu para o fato, assim como vi que não só você, mas igualmente outras mães na mesma situação que você, contam com o apoio de Comissões Pastorais, Órgãos e Entidades de Defesa de Direitos Humanos, ONGs, etc…
Eu também sou mãe e, assim, bem posso compreender o seu protesto.
Quero com ele fazer coro. Enorme é a distância que me separa do meu filho.
Trabalhando e ganhando pouco, idênticas são as dificuldades e as despesas que tenho para visitá-lo. Com muito sacrifício, só posso fazê-lo aos domingos porque labuto, inclusive aos sábados, para auxiliar no sustento e educação do resto da família.
Felizmente conto com o meu inseparável companheiro, que desempenha, para mim, importante papel de amigo e conselheiro espiritual.
Se você ainda não sabe, sou a mãe daquele jovem que o seu filho matou estupidamente num assalto a uma vídeo locadora, onde ele, meu filho, trabalhava durante o dia para pagar os estudos à noite.
No próximo domingo, quando você estiver abraçando, beijando e fazendo carícias no seu filho, eu estarei visitando o meu e depositando flores no seu humilde túmulo, num cemitério da periferia de São Paulo…
Ah! Ia me esquecendo: e também ganhando pouco e sustentando a casa, pode ficar tranqüila, viu? que eu estarei pagando de novo, o colchão que seu querido filho queimou lá na última rebelião da Febem.
No cemitério, nem na minha casa, NUNCA apareceu nenhum representante destas ‘Entidades’ que tanto lhe confortam, para me dar uma palavra de conforto, e talvez me indicar ‘Os meus direitos’ !’
Faça circular este manifesto! Talvez a gente consiga acabar com esta (falta de vergonha na cara) inversão de valores que assola o Brasil. Vamos denunciar as falsas entidades, gestores, os falsos sacerdotes, falsos pastores, falsos eclesiásticos, falsos “sociologuêses”; que tem por tarefa dar suporte e defender o bandido única e exclusivamente e descaradamente.

Carta enviada de uma mãe para outra mãe em SP, após noticiário na tv (Verídico)

Jasmine maltratada, pária abandonada

Em 2003, a policia de Warwckshire, Inglaterra, abriu um galpão de um jardim e encontrou ali um cão choroso e encolhido. Ele havia sido trancado e abandonado no galpão. Estava sujo, desnutrido e claramente maltratado.
Num ato de bondade, a policia levou o cão para um abrigo próximo, o Nuneaton Warwickshire Wildlife Sanctuary, dirigido por um homem chamado Geoff Grewcock. Lugar este conhecido como um paraiso para animais abandonados, orfãos ou com outra qualquer necessidade.
Geoff e a equipe do Santuário trabalharam com dois objetivos: restaurar a completa saude do animal, e ganhar sua confiança.Levou varias semanas,mas finalmente os dois objetivos foram alcançados.
Deram a ela o nome de Jasmine, e começaram a pensar em encontrar para ela um lar adotivo, mas Jasmine tinha outras ideias. Ninguém se lembra como começou, mas ela passou a dar as boas vindas a todos animais que chegavam ao Santuário. Não importava se era um cachorrinho, um filhote de raposa, um coelho ou qualquer outro animal perdido ou ferido. Jasmine se esgueirava para dentro da caixa ou gaiola e os recebia com uma lambida de boas vindas.
Geoff conta um dos primeiros incidentes:

"Nós tinhamos dois cachorrinhos que foram abandonados numa linha de trem próxima. Um era um mestiço de Lakeland Terrier e o outro um mestiço de Jack Russel Doberman. Eles eram bem pequenos quando chegaram ao centro e Jasmine aproximou-se e abocanhou um pelo cangote e colocou-o em uma almofada. Aí ela trouxe o outro e aconchegou-se a eles, acarinhando- os"
" Mas ela é assim com todos os nossos animais, até com os coelhos. Ela os acalma e desestressa e isto os ajuda ,não só a ficarem mais próximos a ela mas também a se adaptarem ao novo ambiente"

" Ela fez o mesmo com filhotes de raposa e de texugos: ela lambe os coelhos e os porcos da Guiné e ainda deixa os pássaros empoleirarem- se em seu nariz"

Jasmine, a tímida, maltratada, pária abandonada, tornou-se a mãe substituta dos animais do Santuário, um papel para o qual ela nasceu.

A lista de jovens animais dos quais ela cuidou inclui cinco filhotes de raposa, quatro filhotes de texugo, quinze galinhas, oito porcos da Guiné, dois cachorrinhos e quinze coelhos. E um cervo montês. O pequeno Bramble, com 11 semanas de idade, foi encontrado semi-consciente em um campo. Na chegada ao Santuário, Jasmine aconchegou-se a ele para mante-lo aquecido e assumiu inteiramente o papel de mãe substituta. Jasmine cumula Bramble de afeição e não deixa que nada lhe falte.

" Eles são inseparáveis", diz Geoff. " Bramble anda entre suas pernas e eles ficam se beijando...Eles passeiam juntos pelo Santuário. É um prazer ve-los"

Jasmine continuará cuidando de Bramble até que ele possa voltar a viver na floresta.
Quando isto acontecer, Jasmine não estará sozinha. Ela estará muito ocupada distribuindo amor e carinho ao próximo orfão ou à próxima vitima de abusos e maltratos.

UM VERDADEIRO EXEMPLO DE AMOR INCONDICIONAL!

Uma homenagem aos meus amigos protetores

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Entre campeões e delinqüentes

Por aqui onde tudo acontece, com riquezas atravessando as culturas e culturas se sobrepondo as riquezas. Somos a somatória de grupos reunidos de etnias e raízes de todas as procedências. Nosso conjunto é de tal forma, que quando em encontros, quase, entramos nos sintomas da torre de Babel.
Contudo, temos momentos de emoções comuns, tipo um gol, uma medalha, um político correto ou um sem nada fazendo o seu tudo. São momentos aonde vibramos com o mesmo batimento cardíaco pelo extravasar da euforia contida e recolhida, as quais muitas vezes representam os sonhos de vitórias que todos guardamos para o dia do próprio grito.
Ser Brasileiro acima do emocional é aprender a lidar com quanta variabilidade de valores, sem perder o entendimento e respeito a cada costume, sabendo de fato lutar pela harmonização para que o bom esteja como oportunidade potencial a todos.
Eu seria um hipócrita se não me emocionasse pelos nossos momentos sublimes, em ver de fato o esforço de muitos pela conquista quase solitária das suas vitórias mas seria um idiota se não avaliasse a forma como se faz para se vender os próprios interesses, no momento em que a política, essa mesmo que hoje se encontra nos palanques (feita sempre por uma maioria oportunista e “esperta”), tanto se distancia da solidariedade necessária a um País com tanta potencialidade de vencedores.
As verdades dos campeões estão além das medalhas e muito mais próximas da capacidade de sobreviver diante de uma miséria, que por necessidade é comprável por qualquer coisa que se oferte pela frente.
As verdades dos campeões estão no olhar para os próprios filhos sentindo a ausência de tudo e assim continuarem obrigatoriamente pacíficos pela espera ansiosa de um canalha e sua equipe de mesmo teor delinqüente, que com abordagens demagógicas (as mesmas do século passado), resumem suas importâncias acumuladas de históricos de inutilidades, simplesmente se ausentando do respeito à dignidade humana, com ofertas de medalhas de latão, que mais conduzem ao aumento do consumo da cachaça pelo desgosto, do que algum feito de nobreza dos que poderiam ensinar para que de fato pudéssemos sentir avanços dos sorrisos acima de um único só dia.

Sérgio Dal Sasso - artigos.biz

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Ponderada partilha

Fui convidado à palestrar sobre o tema “Como Debater”. Escolhi um tema polemico e antes de qualquer introdução perguntei quem era a favor e quem era contra o aborto. Dividi os grupos em duas opiniões divergentes. Pedi para que o grupo que era a favor do aborto apresentasse argumentos contra o aborto. O mesmo com o outro grupo. Quem era a favor do aborto foi obrigado a ser contra e vice-versa.
Depois de 20 minutos um dos participantes indagou... Porque eu não posso expor o meu um ponto de vista?

Para debater você precisa ver o ponto de vista do outro e ficar no lugar dele para saber o que ele sente ou pensa. Você deve se preparar para as perguntas e não apenas discursar sobre o tema. Nem sempre as suas respostas pontuarão nas perguntas recebidas.

O Padre João, csj, quando escreveu "A arte de Debater" foi muito feliz quando disse:

“Debate é uma arte que exige alguns cuidados e habilidades. Não é briga, nem discussão. É uma ponderada partilha de pontos de vista para chegar a conclusões mais amplas e aprofundadas. Algumas pessoas ao ver um debate acalorado até imaginam que aquelas pessoas estão brigando. Mas o verdadeiro debate, mesmo quente, procura concentrar a atenção sobre o objeto debatido e não parte para a agressão física ou moral das pessoas envolvidas no debate. Quem acha que possui todas as certezas não precisa de debates. Este gênero de aprendizagem é para quem tem ouvidos de discípulo, ou seja, disposto a superar paradigmas e apreender.
Todo debate parte de uma dúvida. Existe no coração de um bom debate uma Interrogação que em filosofia chamamos de Problema. Uma tese de doutorado não é nada mais do que uma boa resposta para uma ótima pergunta, que até o momento ninguém conseguiu responder. “

Complemento este artigo com um conhecido diálogo entre Jerôme Lejeune, um dos maiores geneticistas do século XX, descobridor da Síndrome de Down e defensor da vida, com o médico abortista Monod durante um debate pela televisão, o Prof. Lejeune perguntou:

Lejeune: “Sabendo-se que um pai sifilítico, e uma mãe tuberculosa tiveram quatro filhos: o primeiro, cego de nascença; o segundo, morto logo após o parto; o terceiro, surdo-mudo; o quarto, tuberculoso, e que a mãe ficou grávida de um quinto filho, o que o senhor faria?”
Monod: “Eu interromperia essa gestação”.
Lejeune: “Então o senhor teria matado Beethoven”.

Como nem Monod nem outro médico abortista estavam presentes na ocasião, Beethoven nasceu. No total, teve sete irmãos, cinco deles faleceram já na infância. Dos filhos vivos, Beethoven foi o primeiro, Caspar o segundo e Nicolaus o terceiro.

Silvio Calazans ©2010,scalazans,Brazil

domingo, 15 de agosto de 2010

Alimentação retroativa

Ao pé da letra, significa "alimentar de volta", ou seja, "retroalimentar". Todos sabem que, para ser eficiente, a comunicação deve ser uma via de mão dupla. Quem passa uma mensagem precisa saber se ela foi bem entendida e, acima de tudo, precisa da resposta, do retorno, da "alimentação retroativa".
Realimentação: é o uso de informação produzida num estágio, através de uma série de operações, como cibernética "feedback" é o método em que os resultados de uma operação de controle de um sistema são usados como parte de conjunto de informações em que se baseia a próxima operação.
Em administração, feedback é o procedimento que consiste no provimento de informação a uma pessoa sobre o desempenho, conduta, eventualidade ou ação executada por esta, objetivando orientar, reorientar e/ou estimular uma ou mais ações de melhoria, sobre as ações futuras ou executadas anteriormente.

Um granjeiro pediu certa vez a um sábio, que o ajudasse a melhorar sua granja, que tinha baixo rendimento. O sábio escreveu algo em um pedaço de papel e colocou em uma caixa, fechou e entregou ao granjeiro, dizendo: "Leva esta caixa por todos os lados de sua granja, três vezes ao dia, durante um ano".
Assim fez o granjeiro. Pela manhã, ao ir ao campo segurando a caixa, encontrou um empregado dormindo, quando deveria estar trabalhando. Acordou-o e chamou sua atenção. Ao meio dia, quando foi ao estábulo, encontrou o gado sujo e os cavalos sem alimentar.
E à noite, indo à cozinha com a caixa, deu-se conta de que o cozinheiro estava desperdiçando os gêneros. A partir daí, todos os dias ao percorrer sua granja, de um lado para outro, com seu amuleto, encontrava coisas que deveriam ser corrigidas.
Ao final do ano, voltou a encontrar o sábio e lhe disse: "Deixa esta caixa comigo por mais um ano; minha granja melhorou o rendimento desde que estou com o amuleto."
O sábio riu e, abrindo a caixa, disse: - "Podes ter este amuleto pelo resto da sua vida."
No papel havia escrito a seguinte frase:
"Se queres que as coisas melhorem, deves acompanhá-las constantemente."

Silvio Calazans ©2010,scalazans,Brazil

Pensar em equipe ou trabalhar em grupo

Há alguns anos atrás, era comum as empresas levarem seus executivos para “Off-Sites” onde recebiam treinamento. Um dia, o executivo principal decidiu que ele e todo grupo gerencial - um total de 12 pessoas - deveriam participar de um curso de sobrevivência de três dias, que tinha a forma de uma longa corrida de obstáculos. Um dos obstáculos era cruzar um pequeno rio. Para a surpresa de todos, pela primeira vez o grupo gerencial foi solicitado a dividir-se em três grupos menores de quatro pessoas para a superação daquele obstáculo. Os grupos eram : A , B , C .
O grupo A recebeu quatro tambores de óleos vazios, duas grandes toras de madeira, uma pilha de tábuas, um grande rolo de corda grossa e dois remos. O grupo B recebeu dois tambores, uma tora e um rolo de barbante. Já o grupo C não recebeu recurso nenhum para cruzar o rio; eles foram solicitados a usarem os recursos fornecidos pela natureza, caso conseguissem encontrar algum perto do rio ou na floresta próxima. Não foi dada nenhuma instrução a mais. Simplesmente foi dito aos participantes que todos deveriam atravessar o rio dentro de quatro horas.
O grupo A não levou mais do que meia hora para construir uma maravilhosa jangada. Um quarto de hora mais tarde, todo o grupo estava em segurança e com os pés enxutos no outro lado do rio, observando os outros grupos em sua luta desesperada.
O grupo B, ao contrário, levou quase duas horas para atravessar o rio. Havia muito tempo que os participantes do grupo A não riam tanto, como no momento em que a tora e os dois tambores viraram (grupo B) com os gerentes financeiro, de computação, de produção e o de pessoal. E o melhor ainda estava por vir. Nem mesmo o rugido das águas do rio era suficiente para sufocar o riso dos oito homens quando o grupo C tentou lutar contra as águas espumantes.
Os coitados agarraram-se a um emaranhado de galhos, que estavam se movendo rapidamente com a correnteza. O auge da diversão foi quando o grupo bateu em um rochedo, quebrando os galhos. Somente reunindo todas as forças que lhes restavam foi que o último membro do grupo C, o gerente de logística, todo arranhado e com os óculos quebrados conseguiu atingir a margem, 200 metros rio abaixo.
Quando o líder do curso voltou, depois de quatro horas, perguntou : " Então como vocês se saíram ? "
O grupo A respondeu em coro : " Nós vencemos ! Atravessamos o rio em 45 minutos !"
O líder do curso respondeu. " Vocês devem ter entendido mal. Vocês não foram solicitados a vencer as expensas dos outros. A tarefa foi concluída quando os três grupos atravessaram o rio dentro de quatro horas".
Foi uma lição para todos no grupo gerencial. Nenhum deles pensou um ajuda mútua, nem sonhou em dividir os recursos (tambores, toras, corda e remos) para atingirem uma meta comum. Não ocorreu a nenhum dos grupos coordenar os esforços e ajudar os outros.
Todos caíram direto na armadilha. Mas naquele dia, todo o grupo gerencial aprendeu muito a respeito de trabalho em equipe e de lealdade em relação a todos.
Eles aprenderam como pode ser útil combater a cultura "nós/eles" e substituir por uma cultura "nós".

sábado, 14 de agosto de 2010

A pequena aldeia... Terra

Se pudéssemos reduzir a população da Terra a uma pequena aldeia de exatamente 100 habitantes, mantendo as proporções existentes atualmente, sería algo assim :

57 asiáticos - 21 europeus - 8 africanos e 4 americanos.

52 mulheres - 48 homens- 70 não seriam brancos - 30 seriam brancos - 70 não cristãos - 30 cristãos - 89 heterossexuais - 11 homossexuais.
6 pessoas possuiriam 59% de toda riqueza e 6 (sim, 6 de 6) seriam norte americanos. Das 100 pessoas, 80 viveriam em condições sub-humanas.
70 não saberiam ler - 50 sofreriam de desnutrição - 1 pessoa estaria a ponto de morrer - 1 bebê estaria prestes a nascer e só 1 (sim, só 1) teria educação universitária.
Nesta aldeia, haveria apenas 1 pessoa a possuir um computador. Ao analisar nosso mundo desta perspectiva tão reduzida, se faz mais presente a necessidade de aceitação, entendimento e educação.
Agora pense... Se você se levantou nesta manhã com mais saúde que doenças, então você tem mais sorte do que milhões de pessoas que não sobreviveram nesta semana que passou.
Se você nunca experimentou os perigos da guerra, a solidão de estar preso, a agonia de ser torturado, ou a aflição da fome, então, você está melhor que 500 milhões de pessoas.
Se você pode ir à sua igreja sem medo de ser humilhado, preso, torturado ou morto, então você é mais afortunado que 3 bilhões de pessoas no mundo.
Se você tem comida na geladeira, roupa no armário, um teto sobre sua cabeça e um lugar onde dormir, você é mais rico que 75% da população mundial.
Se você guarda dinheiro no banco, na carteira, e tem algumas moedas em um cofrinho... já está entre os 8% mais ricos deste mundo.
Se seus pais ainda estão vivos e unidos, você é uma pessoa muito rara.

Se você leu esta mensagem, acabou de receber uma dupla benção: alguém estava pensando em você e, mais ainda, tem melhor sorte que mais de 2 bilhões de pessoas neste mundo, que não sabem sequer ler.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

O verdadeiro concorrente

Certo dia um avião, com um japonês e um alemão ao sobrevoar uma mata, começa a ter problemas e entra em pane geral. Os dois passageiros pegam imediatamente seus pára-quedas e saltam do avião, afim de evitar uma colisão fatal.
Ao chegarem seguros ao solo, percebem que um leão faminto os espera, e que se nada fizerem, serão o provável almoço. O alemão fica desesperado, enquanto o japonês abre sua mochila e começa a vestir uma sapatilha especial para corredores.
O alemão fica perplexo e diz:
- Meu amigo japonês, você acha que este sapato fará você correr mais do que um leão?
O japonês calmamente termina de calçar a sapatilha e responde:

- Não preciso correr mais que o leão, mas sim correr mais que você.

Podemos tirar várias lições desta pequena fábula, uma delas está no fato de muitas vezes erroneamente querer concorrer com todo mundo sendo o mais prudente concentrar forças para vencer nosso verdadeiro concorrente.
Precisamos saber o alvo certo, e fazer uso da melhor arma possível no momento de decidir.
Devemos atender cada dia melhor nossos clientes, buscando no cotidiano não apenas atendê-los, mas sim surpreendê-los, afinal um indivíduo bem atendido divulga para outras 5 pessoas, enquanto uma pessoa mal atendida, espalha para 20.
Fale, mostre, e enfatize seus diferenciais perante sua clientela, pois se não o fizer, será o mesmo que “piscar no escuro”, ou seja, você sabe que está fazendo, mas ninguém mais sabe.
Procure também saber os pontos fracos de seu real concorrente, assim suas ações podem ser direcionadas e os resultados poderão crescer mais rapidamente.

Erik Penna - artigos.biz

Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo

A frase conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo e os deuses, por exemplo, bem que se ajusta a esta categoria. Inscrita à entrada do santuário de Delfos, na Grécia antiga, e difundida por Sócrates, circula até hoje pelo Ocidente. Em torno dela, teceram-se tantas interpretações que se tornou impossível rastrear seus efeitos na vida do cidadão comum. Como conseqüência, alguns de seus fundamentos, transpostos para a modernidade, desembocaram nestes cursos de autoconhecimento e avizinharam-se de certos postulados inerentes à psicanálise.
A sentença convence-nos de que o homem tem condições de visitar o templo da alma, de percorrer suas salas como se estivesse em um museu, assim podendo, no final desta inspeção, decifrar os próprios mistérios, o tumulto das suas emoções e os sentimentos que leva encarcerados no peito. Balbuciar as muitas línguas que cada qual fala no interior do seu coração. Enumerar os diversos seres que o habitam. Mencionar as maravilhas e os assombros que perturbam a imaginação humana. Esclarecer de qual combustão a paixão é feita, para que a vista lhe escureça de repente e as palavras tenham febre.
A frase sugere ainda que os deuses, astutos por excelência, admitem a malícia do homem, num recurso que, desde sempre a serviço de sua humanidade, ajuda-o a esquivar-se dos desastres, a fiscalizar a besta que dorme e desperta com ele.
Saídas da boca dos oráculos, as palavras ”conhece-te a ti mesmo” esquecem, contudo, de equacionar o tempo que o homem necessita para expurgar seus demônios interiores. Não mencionam que lhe seja um dia possível vislumbrar, em um simples átimo, a existência de um muro moral que o isole dos perigos do mundo. Uma murada que o abrigue das intempéries engendradas pelo seu instinto predatório. É uma frase que, ao semear em torno a esperança e a discórdia ao mesmo tempo, cutuca o homem com a vara da vaidade. Insinua-lhe a condição de deus – um deus a mais entre os homens – caso retire os véus da alma e assuma, a que preço seja, os próprios atos.
Uma frase, sim, que o insta a encetar uma viagem acidentada, pelos escaninhos das suas tripas e da sua alma, e da qual em nenhuma hipótese sairá incólume. Um percurso em que, ao experimentar a dor de privar com o fardo de sua sofrida condição, o homem resigna-se em ser, afinal, um mero caçador de sonhos. Uma esquálida sombra que perambula pelo deserto, impossibilitada de prever a rota de sua seta voraz e misteriosa.
E não será este enigma, expressão suprema do seu humanismo, a garantia do seu caos e da sua liberdade?

Nelida Pinon.

Rolando Lero na minha equipe

- Professor Raimundo: Seu Rolando Lero!
- Rolando Lero: Amado Mestre, é um prazer estar discorrendo palavras com o senhor, um orgulho imenso estar tendo aula com pessoa de imensa alegria e representante maior da profissão que me orgulho seguir.
- Professor Raimundo: O prazer é meu de há anos estar nesta profissão, falo com meus alunos: aproveite as "festinhas" agora que é um universitário, pois depois será só vc e o Conselho. Mas chega de rasgação de seda... Qual foi o conceito que Carl Gustav Jung construiu e que é base de sua teoria?
- Rolando Lero: Amado Mestre, está aí um tema que amo discorrer, ainda mais quando você que fala com uma emoção sobre este querido rapaz. Falar sobre essa figura memorável e íntegra, aquele que brincava e tinha sonhos muito loucos quando criança... eu amava conversar com Jun-Jun (lê-se iu-iu)!
- Professor Raimundo: Jun-Jun?
- Rolando Lero: Sim, Jun-jun, aquele rapaz travesso que corria e roubava cajás na vizinha. E que desenvolveu muitas filosofias e teorias sobre as frutas e afins.
- Professor Raimundo: Jung nunca em sua vida desenvolveu teorias sobre as frutas.
- Rolando Lero: Jun-jun escondia muito o jogo... me lembro que não queria fundar nenhuma escola que seguisse suas artimanhas de roubar cajá. Pode perguntar pra ele quando você encontrá-lo, hoje pouco mais velho terá mais tranquilidade em falar sobre isso.
- Professor Raimundo: Impossível, seu Rolando Lero, JUNG está morto.
- Rolando Lero: JUN-JUN... JUN JUN MÓRREU? (desabando em lágrimas). Eu não sabia. Eu sempre dizia para ele tomar cuidado ao entrar em casas com pitbuls...
- Professor Raimundo: Jung morreu aos 86 anos, bem velhinho em Zurique, NADA DE PITBULS. Depois de uma vida longa e produtiva, na qual desenvolveu um corpo teórico batizado de Psicologia Analítica e discordou de alguns conceitos centrais da Psicanálise, aumentando e ampliando o leque desta teoria...
- Rolando Lero: Oh, Amado Mestre, aproveitando, me diga, qual o conceito principal que construiu a base de sua teoria?
- Professor Raimundo: você é espertinho, lembra ainda de minha pergunta né. EU QUE TE PERGUNTO ISTO! Mas vou te ajudar... o conceito principal da teoria de Jung é o AR...AR...AR...
- Rolando Lero: Captei, captei a vossa mensagem amado guru, o principal conceito é o ARTO FALHO!
- Professor Raimundo: QUE ARTO FALHO, quase na metade do curso e me fala isso!!! O principal conceito da teoria de Jung é o AR-QUÉTIPO. Nota ZERO seu Rolando Lero, e volte para a sua festinha!

Eu tenho o meu... e voce ?


quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Inveja e Prazer

Um vício que dispensa quaisquer enfeites hedônicos e gera tanta dor que você pensaria ser uma virtude, embora não haja nenhum ganho final em massa muscular: a inveja. Escondendo-se em sexto lugar nas listas tradicionais dos sete pecados capitais, entre a ira e a vaidade, a inveja é o profundo e muitas vezes hostil ressentimento que se sente em relação a alguém que tem algo que você quer, como dinheiro, beleza, uma promoção ou a admiração de um colega. É um vício que poucos podem evitar, mas que ninguém anseia, pois experimentar a inveja é se sentir menor e inferior, um perdedor embrulhado em maldade.
Ao mesmo tempo, dizem os pesquisadores, quando os participantes receberam a oportunidade de imaginar a queda do sortudo, os circuitos de recompensa do cérebro foram ativados, novamente em proporção à força da ferroada da inveja: os participantes que sentiram a maior inveja reagiram à desgraça do outro com uma reação mais vigorosa nos centros de prazer de dopamina como, por exemplo, o estriado ventral. “Temos um ditado em japonês: ‘As desgraças dos outros têm gosto de mel’” diz Hidehiko Takahashi, o primeiro autor do estudo. “O estriado ventral está processando esse mel.”
Correlatos animais
A inveja pode ser vista em outros animais sociais com reputações pessoais a defender. Frans de Waal, do Yerkes National Primate Research Center em Atlanta, apontou que os macacos eram felizes em trabalhar por fatias de pepino, até que uma pessoa passou a dar recompensas melhores, como uvas, a um dos macacos. Então os outros pararam de trabalhar por pepino e começaram a criar um rancor. “A emoção primária é provavelmente a inveja ou o ressentimento”, diz de Waal. Quando as crianças percebem que têm irmãos, suas vidas se tornam dominadas pela inveja. Por que ela sempre se senta na janela? O pedaço de bolo dele é maior! Sem irmãos? Tudo bem: você pode invejar o gato.
Embora a inveja seja incansável e gregária, podendo abraçar facções populares, a honra gira e completa Estados-nações. “É um fato da vida que prestemos muita atenção ao status, a quem está indo bem e quem não está, e como parecemos em comparação a outros”, diz Colin W. Leach, professor associado de psicologia na Universidade de Connecticut, em Storrs, que estuda a inveja. Como regra, invejamos aqueles que são como nós em muitas maneiras ? sexo, idade, classe e currículo. Ceramistas invejam ceramistas, observou Aristóteles. Quando questionados por pesquisadores sobre sua inveja, participantes de estudos disseram: “Estou secretamente envergonhado de mim mesmo.”
Da forma como os cientistas evoluciotivos a veem, as características importantes da inveja, a persistência e universalidade, sua fixação com o status social e o fato de coexistir com a vergonha sugerem o desempenho de um profundo papel social. Elas propõem que nossos impulsos individuais podem ajudar a explicar por que os humanos são comparativamente menos hierárquicos que muitas espécies primatas, mais inclinados a um igualitarismo bruto e a se rebelar contra reis e magnatas que conseguem mais do que sua parte justa. A inveja também pode nos ajudar a manter a linha, nos tornando tão desesperados para parecermos bem que tomamos a estrada correta e começamos a agir bem. Lutamos com nossa inveja particular, nossos anseios por mais estima, e a luta só aguça o doloroso contraste entre a suposta perfeição do adversário, que santificamos num trono imaginário e a mercadoria defeituosa que somos nós mesmos.

“Se você deseja a glória, pode invejar Napoleão”, disse Bertrand Russell. “Mas Napoleão invejava César, César invejava Alexandre, e Alexandre, ouso dizer, invejava Hércules, que nunca existiu.” Se a inveja é um imposto cobrado pela civilização, todos precisam pagar.

Discurso de formatura por Nizan Guanaes

Dizem que conselho só se dá a quem pede. E, se vocês me convidaram para paraninfo, estou tentado a acreditar que tenho sua licença para dar alguns. Portanto, apesar da minha pouca autoridade para dar conselhos a quem quer que seja, aqui vão alguns, que julgo valiosos.
Não paute sua vida nem sua carreira pelo dinheiro. Ame seu ofício com todo o coração. Persiga fazer o melhor. Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como conseqüência. Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser nem um grande bandido, nem um grande canalha. Napoleão não invadiu a Europa por dinheiro. Hitler não matou 6 milhões de judeus por dinheiro. Michelangelo não passou 16 anos pintando a Capela Sistina por dinheiro. e geralmente, os que só pensam nele não o ganham. Porque são incapazes de sonhar. E tudo que fica pronto na vida foi antes construído na alma.

A propósito disso, lembro-me de uma passagem extraordinária que descreve o diálogo entre uma freira americana cuidando de leprosos no Pacífico e um milionário texano. O milionário, vendo-a tratar daqueles leprosos, disse: "Freira, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo". E ela responde: "Eu também não, filho".

Não estou fazendo com isso nenhuma apologia à pobreza, muito pelo contrário. Digo apenas que pensar e realizar tem trazido mais fortuna do que pensar em fortuna.
Meu segundo conselho: pense no seu país. Porque, principalmente hoje, pensar em todos é a melhor maneira de pensar em si. Afinal, é difícil viver numa nação onde a maioria morre de fome e a minoria morre de medo. O caos político gera uma queda de padrão de vida generalizada. Os pobres vivem como bichos e uma elite brega, sem cultura e sem refinamento, não chega a viver como homem. Roubam, mas vivem uma vida digna de Odorico Paraguassu.
Meu terceiro conselho vem diretamente da Bíblia: "Seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito". É exatamente isso que está escrito na carta de Laudicéia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito. É preferível o erro à omissão; o fracasso, ao tédio; o escândalo, ao vazio. Porque já vi grandes livros e filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso. Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso. Colabore com seu biógrafo: faça, erre, tente, falhe, lute. Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido.
Tenho consciência que cada homem foi feito para fazer história. Que todo homem é um milagre e traz em si uma evolução. Que é mais do que sexo ou dinheiro. Você foi criado para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos, caminhando sempre com um saco de interrogações na mão e uma caixa de possibilidades na outra.
Não use Rider: não dê férias a seus pés. Não se sente e passe a ser analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do cotidiano, dessas pessoas que vivem a dizer: "Eu não disse? Eu sabia!"
Toda família tem um tio batalhador e bem de vida que, durante o almoço de domingo, tem que agüentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo o que faria, se fizesse alguma coisa. Chega dos poetas não publicados. Empresários de mesa de bar. Pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta à noite, todo sábado e domingo, mas que na segunda não sabem concretizar o que falam. Porque não sabem ansiar, não sabem perder a pose, não sabem recomeçar. Porque não sabem trabalhar. Eu digo: trabalhem, trabalhem, trabalhem. Das 8 às 12, das 12 às 8, e mais, se for preciso. Trabalho não mata. Ocupa o tempo. Evita o ócio, que é a morada do demônio, e constrói prodígios.
O Brasil, este país de malandros e espertos, da vantagem em tudo, tem muito que aprender com aqueles trouxas dos japoneses. Porque aqueles trouxas que trabalham de sol a sol construíram, em menos de 50 anos, a 2ª maior megapotência do planeta, enquanto nós, os espertos, construímos uma das maiores impotências do trabalho. Trabalhe! Muitos de seus colegas dirão que você está perdendo sua vida, porque você vai trabalhar enquanto eles veraneiam. Porque você vai trabalhar, enquanto eles vão ao mesmo bar da semana anterior, conversar as mesmas conversas; mas o tempo, que é mesmo o senhor da razão, vai bendizer o fruto do seu esforço, e só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão.
E isso se chama "sucesso".

Nizan Guanaes (Publicitário, fundador do IG e das agências publicitarias do Grupo ABC), discursando como paraninfo na formatura de uma turma na FAAP

domingo, 8 de agosto de 2010

A difícil arte de se relacionar

“Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio. Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupo. Assim, se agasalhavam mutuamente.

Mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que forneciam mais calor. E, por isto, tornaram a se afastar uns dos outros.

Voltaram a morrer congelados. E precisavam fazer uma escolha: ou desapareciam da face da terra ou aceitavam os espinhos do semelhante.

Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos. Aprenderam a conviver com as pequenas feridas que uma relação muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro.

E terminaram sobrevivendo.”

Tenzin Gyatso, XIV Dalai Lama Prêmio Nobel da Paz de 1989

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Desabafo de um Capitão

(Transcrita na integra sem correções)

Jamais poderei explicar a sensação de ser acordado a qualquer hora, tempo ou qualquer local, para cumprir o meu juramento, o meu dever, e pedir para Deus que se eu venha morrer que seja salvando uma vida.
Jamais poderei entender, por que tenho que passar nesses sete anos de profissão, pela frustração de não conseguir explicar aos meus homens o motivo pelo qual, de um investimento de dez milhões de reais em viaturas, não virá nada para o corpo de bombeiros.
Jamais poderei explicar aos meus soldados, por que num incêndio, ele deve revesar o capacete e respirar fumaça, ao invés de ter seu próprio equipamento de segurança, e que quando passar mal e tiver que ser atendido no hospital, com corredores lotados, onde só o que é belo é a propaganda paga pela SECOM as empresas, e que com certeza pagaria os equipamentos aos bombeiros.
Jamais poderei explicar aos meus homens, os motivos pelo qual, em uma noite de futebol, onde a milionária CBF apresenta seus milionários craques, o estádio rei Pelé passa pela reforma de quinhentos mil reais, para um dia de apresentação, enquanto o sargento Everaldo, começa a enfrentar um câncer de pele adquirido nos últimos 29 anos salvando vidas na praia, e sabendo que com menos de quinhentos reais, eu construiria postos cobertos e protejo aqueles que se orgulham de enfrentar a natureza para salvar vidas.
Jamais poderei explicar aos meus homens, por que de um caminhão de incêndio de quatrocentos e cinqüenta mil reais, pago pelo povo, tem que abastecer a caixa de água do palácio, enquanto num caminhão de 10.000 litros de água potável, custaria para os cofres públicos, míseros sessenta reais.
Jamais poderei explicar aos meus homens, que não posso transmitir para o mundo isso que escrevo, e o sentimento deles e de todo o corpo de bombeiros, porque serei preso por pensar na segurança da comunidade, sem ter cometido crime algum.
Agora, poderei com certeza explicar para os meus homens, que a população não tem culpa disso, e que se orgulham deles, e que seus filhos aumentam o brilho nos olhos ao falar para os colegas que seu pai é bombeiro. Que visitas como aquele garoto de 14 anos, que vive em uma cadeira de rodas adaptada, disse para o comandante geral, que queria ser bombeiro e porque Deus podia tudo ele queria salvar vidas. São tudo aquilo que eles precisam para seguir em frente, e que essa politicagem e poder jamais nos contaminarão porque optaremos por ficar pobres, mas limpinhos.

Obrigado por lerem o desabafo e autorizo comentários, porque dez dias de prisão são dez dias de serviço fazendo o que mais amo.

Carta do Capitão de Bombeiros de Maceió

Correndo Juntos

Há alguns anos, nas Olimpíadas Especiais de Seattle, nove participantes, todos com deficiência mental ou física, alinharam-se para o início da corrida dos 100 metros rasos.
Ao sinal, todos partiram, não exatamente em disparada, mas com vontade de dar o melhor de si, terminar a corrida e ganhar.
Todos, com exceção de um garoto, que tropeçou no asfalto, caiu rolando e começou a chorar.
Os outros oito ouviram o choro. Diminuíram o passo e olharam para trás.
Então eles viraram e voltaram. Todos eles.
Uma das meninas, com Síndrome de Down, ajoelhou, deu um beijo no garoto e disse: "Pronto, agora vai sarar". E todos os nove competidores deram os braços e andaram juntos até a linha de chegada.
O estádio inteiro levantou e os aplausos duraram muitos minutos. E as pessoas que estavam ali, naquele dia, continuam repetindo essa história até hoje.

Por que? Porque, lá no fundo, nós sabemos que o que importa nesta vida é mais do que ganhar sozinho. O que importa é ajudar os outros a vencer, mesmo que isso signifique diminuir o passo e mudar de curso.

(Flo Johnasen, Wolf News)

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Gestão Estratégica e Corporativa em 6 aulas

AULA 1
Um homem está entrando no chuveiro enquanto sua mulher acaba de sair e está se enxugando. A campainha da porta toca. Depois de alguns segundos de discussão para ver quem iria atender a porta a mulher desiste, se enrola na toalha e desce as escadas. Quando ela abre a porta, vê o vizinho Nestor em pé na soleira.
Antes que ela possa dizer qualquer coisa, Nestor diz:
- Eu lhe dou 3.000 reais se você deixar cair esta toalha!!!
Depois de pensar por alguns segundos, a mulher deixa a toalha cair e fica nua. Nestor então entrega a ela os 3.000 reais prometidos e vai embora. Confusa, mas excitada com sua sorte, a mulher se enrola de novo na toalha e volta para o quarto.
Quando ela entra no quarto, o marido grita do chuveiro:
- Quem era?
- Era o Nestor, o vizinho da casa ao lado, diz ela.
- Ótimo!!! Ele lhe deu os 3.000 reais que estava me devendo?

Conclusão: “Se você compartilha informações a tempo, você pode prevenir exposições desnecessárias”

AULA 2
Um padre está dirigindo por uma estrada quando um vê uma freira em pé no acostamento. Ele para e oferece uma carona que a freira aceita. Ela entra no carro, cruza as pernas revelando suas lindas pernas. O padre se descontrola e quase bate com o carro.
Depois de conseguir controlar o carro e evitar o acidente ele não resiste e coloca a mão na perna da freira.
A freira olha para ele e diz:
- Padre, lembre-se do Salmo 129!!!
O padre sem graça se desculpa:
- Desculpe Irmã, a carne é fraca…
E tira a mão da perna da freira.
Mais uma vez a freira diz:
- Padre, lembre-se do Salmo 129!!!
Chegando ao seu destino a freira agradece e, com um sorriso enigmático, desce do carro e entra no convento. Assim que chega à igreja o padre corre para as Escrituras para ler o Salmo 129, que diz:
“Vá em frente, persista, mais acima encontrarás a glória do paraíso’.

Conclusão: “Se você não está bem informado sobre o seu trabalho, você pode perder excelentes oportunidades”

AULA 3
Dois funcionários e o gerente de uma empresa saem para almoçar e na rua encontram uma antiga lâmpada a óleo. Eles esfregam a lâmpada e de dentro dela sai um gênio.
O gênio diz:
- Eu só posso conceder três desejos, então, concederei um a cada um de vocês!!!
- Eu primeiro, eu primeiro.
Grita um dos funcionários…
- Eu quero estar nas Bahamas dirigindo um barco, sem ter nenhuma preocupação na vida….
Pufff e ele foi.
O outro funcionário se apressa a fazer o seu pedido:
- Eu quero estar no Havaí, com o amor da minha vida e um provimento interminável de pina colada!!!
Puff e ele se foi.
- Agora você.
Diz o gênio para o gerente..
- Eu quero aqueles dois de volta ao escritório logo depois do almoço para uma reunião!

Conclusão: “Deixe sempre o seu chefe falar primeiro”

AULA 4
Na África todas as manhãs o veadinho acorda sabendo que deverá conseguir correr mais do que o leão se quiser se manter vivo. Todas as manhãs o leão acorda sabendo que deverá correr mais que o veadinho se não quiser morrer de fome.

Conclusão: “Não faz diferença se você é veadinho ou Leão, quando o sol nascer você tem que começar a correr”

AULA 5
Um corvo está sentado numa árvore o dia inteiro sem fazer nada. Um pequeno coelho vê o corvo e pergunta:
- Eu posso sentar como você e não fazer nada o dia inteiro?
O corvo responde:
- Claro, porque não?
O coelho senta no chão embaixo da árvore e relaxa.
De repente uma raposa aparece e come o coelho.

Conclusão: “Para ficar sentado sem fazer nada, você deve estar no topo”

AULA 6
Um fazendeiro resolve colher algumas frutas em sua propriedade, pega um balde vazio e segue rumo às árvores frutíferas. No caminho ao passar por uma lagoa, ouve vozes femininas que provavelmente invadiram suas terras.
Ao se aproximar lentamente, observa várias belas garotas nuas se banhando na lagoa, quando elas percebem a sua presença, nadam até a parte mais profunda da lagoa e gritam:
- Nós não vamos sair daqui enquanto você não deixar de nos espiar e for embora.
O fazendeiro responde:
- Eu não vim aqui para espiar vocês, eu só vim alimentar os jacarés!

Conclusão: “A criatividade é o que faz a diferença na hora de atingirmos nossos objetivos mais rapidamente”

Silvio Calazans ©2006,scalazans,Brazil