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domingo, 15 de agosto de 2010

Pensar em equipe ou trabalhar em grupo

Há alguns anos atrás, era comum as empresas levarem seus executivos para “Off-Sites” onde recebiam treinamento. Um dia, o executivo principal decidiu que ele e todo grupo gerencial - um total de 12 pessoas - deveriam participar de um curso de sobrevivência de três dias, que tinha a forma de uma longa corrida de obstáculos. Um dos obstáculos era cruzar um pequeno rio. Para a surpresa de todos, pela primeira vez o grupo gerencial foi solicitado a dividir-se em três grupos menores de quatro pessoas para a superação daquele obstáculo. Os grupos eram : A , B , C .
O grupo A recebeu quatro tambores de óleos vazios, duas grandes toras de madeira, uma pilha de tábuas, um grande rolo de corda grossa e dois remos. O grupo B recebeu dois tambores, uma tora e um rolo de barbante. Já o grupo C não recebeu recurso nenhum para cruzar o rio; eles foram solicitados a usarem os recursos fornecidos pela natureza, caso conseguissem encontrar algum perto do rio ou na floresta próxima. Não foi dada nenhuma instrução a mais. Simplesmente foi dito aos participantes que todos deveriam atravessar o rio dentro de quatro horas.
O grupo A não levou mais do que meia hora para construir uma maravilhosa jangada. Um quarto de hora mais tarde, todo o grupo estava em segurança e com os pés enxutos no outro lado do rio, observando os outros grupos em sua luta desesperada.
O grupo B, ao contrário, levou quase duas horas para atravessar o rio. Havia muito tempo que os participantes do grupo A não riam tanto, como no momento em que a tora e os dois tambores viraram (grupo B) com os gerentes financeiro, de computação, de produção e o de pessoal. E o melhor ainda estava por vir. Nem mesmo o rugido das águas do rio era suficiente para sufocar o riso dos oito homens quando o grupo C tentou lutar contra as águas espumantes.
Os coitados agarraram-se a um emaranhado de galhos, que estavam se movendo rapidamente com a correnteza. O auge da diversão foi quando o grupo bateu em um rochedo, quebrando os galhos. Somente reunindo todas as forças que lhes restavam foi que o último membro do grupo C, o gerente de logística, todo arranhado e com os óculos quebrados conseguiu atingir a margem, 200 metros rio abaixo.
Quando o líder do curso voltou, depois de quatro horas, perguntou : " Então como vocês se saíram ? "
O grupo A respondeu em coro : " Nós vencemos ! Atravessamos o rio em 45 minutos !"
O líder do curso respondeu. " Vocês devem ter entendido mal. Vocês não foram solicitados a vencer as expensas dos outros. A tarefa foi concluída quando os três grupos atravessaram o rio dentro de quatro horas".
Foi uma lição para todos no grupo gerencial. Nenhum deles pensou um ajuda mútua, nem sonhou em dividir os recursos (tambores, toras, corda e remos) para atingirem uma meta comum. Não ocorreu a nenhum dos grupos coordenar os esforços e ajudar os outros.
Todos caíram direto na armadilha. Mas naquele dia, todo o grupo gerencial aprendeu muito a respeito de trabalho em equipe e de lealdade em relação a todos.
Eles aprenderam como pode ser útil combater a cultura "nós/eles" e substituir por uma cultura "nós".

Um comentário:

  1. A sociedade tornou-se altamente individual, ou seja, cada um por si e Deus por todos. Isso, vemos nos condominios que moramos, nas pessoas que jogam lixo na rua e entopem os bueiros, nas pessoas que continuam a comprar nos supermercados com as terriveis "sacolas plásticas" que tanto mal fazem a natureza. E tb, quando o lider faz o que deveria ter sido feito, como no caso citado, normalmente é visto como "otário", que ele estar no "mundo da lua"; que é um idealista não preparado para os desafios de "Hoje(?)", afinal os grandes PARADIGMAS estão sim, nos comandos das empresas, expressados pelas atitudes dos seus "eleitos" mas, a causa ainda vejo como o perfil da sociedade moderna. Vejo como grande desafio, a reestruturação das pessoas nesse mundo globalizado. Como fazer?, me pergunto sempre...

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