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segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Ponderada partilha

Fui convidado à palestrar sobre o tema “Como Debater”. Escolhi um tema polemico e antes de qualquer introdução perguntei quem era a favor e quem era contra o aborto. Dividi os grupos em duas opiniões divergentes. Pedi para que o grupo que era a favor do aborto apresentasse argumentos contra o aborto. O mesmo com o outro grupo. Quem era a favor do aborto foi obrigado a ser contra e vice-versa.
Depois de 20 minutos um dos participantes indagou... Porque eu não posso expor o meu um ponto de vista?

Para debater você precisa ver o ponto de vista do outro e ficar no lugar dele para saber o que ele sente ou pensa. Você deve se preparar para as perguntas e não apenas discursar sobre o tema. Nem sempre as suas respostas pontuarão nas perguntas recebidas.

O Padre João, csj, quando escreveu "A arte de Debater" foi muito feliz quando disse:

“Debate é uma arte que exige alguns cuidados e habilidades. Não é briga, nem discussão. É uma ponderada partilha de pontos de vista para chegar a conclusões mais amplas e aprofundadas. Algumas pessoas ao ver um debate acalorado até imaginam que aquelas pessoas estão brigando. Mas o verdadeiro debate, mesmo quente, procura concentrar a atenção sobre o objeto debatido e não parte para a agressão física ou moral das pessoas envolvidas no debate. Quem acha que possui todas as certezas não precisa de debates. Este gênero de aprendizagem é para quem tem ouvidos de discípulo, ou seja, disposto a superar paradigmas e apreender.
Todo debate parte de uma dúvida. Existe no coração de um bom debate uma Interrogação que em filosofia chamamos de Problema. Uma tese de doutorado não é nada mais do que uma boa resposta para uma ótima pergunta, que até o momento ninguém conseguiu responder. “

Complemento este artigo com um conhecido diálogo entre Jerôme Lejeune, um dos maiores geneticistas do século XX, descobridor da Síndrome de Down e defensor da vida, com o médico abortista Monod durante um debate pela televisão, o Prof. Lejeune perguntou:

Lejeune: “Sabendo-se que um pai sifilítico, e uma mãe tuberculosa tiveram quatro filhos: o primeiro, cego de nascença; o segundo, morto logo após o parto; o terceiro, surdo-mudo; o quarto, tuberculoso, e que a mãe ficou grávida de um quinto filho, o que o senhor faria?”
Monod: “Eu interromperia essa gestação”.
Lejeune: “Então o senhor teria matado Beethoven”.

Como nem Monod nem outro médico abortista estavam presentes na ocasião, Beethoven nasceu. No total, teve sete irmãos, cinco deles faleceram já na infância. Dos filhos vivos, Beethoven foi o primeiro, Caspar o segundo e Nicolaus o terceiro.

Silvio Calazans ©2010,scalazans,Brazil

Um comentário:

  1. Olá meu caro,

    conheci seu blog a pouco tempo por um link no linkedin, só passei aqui apra deixar estas palavras de agradecimento. Seus textos e os artigos publicados têm sido de modo geral muito bons e reflexivos.
    Abs
    Tiago Corazolla

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